Duas ligas independentes à revelia da Confederação Brasileira de Basquete fracassaram na tentativa de recriar o basquete masculino. No entanto, a união com a entidade-mor da modalidade, que sempre esteve distante no passado, deve ser o diferencial da Liga Nacional de Basquete, que vai oficializar, nesta segunda-feira, sua parceria com a Rede Globo, que vai dividir cotas de patrocínio, atuar como promotora e até abrir espaço para a nova fase na TV aberta. O remodelado campeonato, que vai se chamar Novo Basquete Brasil (NBB) vai ter seu valor dobrado pela emissora, detentora dos direitos do último Nacional, organizado pela CBB no início deste ano. Em vez dos tradicionais R$ 800 mil por temporada, a LNB vai receber cerca de R$ 1,5 milhão, apesar de não confirmar o valor oficialmente. Além disso, Globo também é responsável pela comunicação, negociação e o marketing do torneio, cedendo participação nos lucros para a LNB. Para garantir o apoio às empresas interessadas, a rede vai dedicar um espaço definido na TV aberta para a cobertura da modalidade, enquanto o Sportv segue transmitindo os jogos ao vivo. O panorama modificado passa, inevitavelmente, pelo clima de mudança que vive o basquete, com a união inédita entre as forças dissidentes e a CBB. Em 2005, liderada pelos ex-jogadores Oscar, Paula e Hortência, surgiu a Nossa Liga de Basquetebol, que encerrou suas atividades no ano passado após uma série de insucessos por falta de quórum. Mais recentemente, a Associação de Clubes Brasileiros de Basquetebol (ACBB) surgiu em São Paulo como uma nova força, mas o racha seguiu incomodando a ?revolução?. O novo campeonato da entidade foi esvaziado pelo Nacional organizado pela CBB, e vice-versa. ?Eu acho que o basquete é forte por si só. Ele está meio desacreditado, mas é muito forte. Essa condição de união dos clubes é uma força motriz muito grande. Isso pesou interesse para a Globo. É o que nós estamos tentando fazer?, disse Kouros Monadjemi, presidente da LNB. ?É o que eu sempre falei. Só é possível essa convergência com o aval da CBB. Sem isso, esse cenário ficaria inviável. Não adianta peitar, e foi por isso que nunca participamos de nada?, disse Arnaldo Szipró, diretor de basquete do Flamengo, um dos integrantes do Nacional deste ano.


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