A queda de arrecadação das emissoras de TV e a entrada de novos concorrentes na disputa pelos direitos de transmissão via plataformas de streaming geraram uma nova realidade na venda dos dois principais torneios de futebol para o mercado brasileiro. 

Tanto Conmebol quanto Uefa decidiram dar diversas opções de pacotes de transmissão da Libertadores e da Liga dos Campeões, tentando aumentar ao máximo a arrecadação com os direitos. 

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Nas próximas semanas, a FC Diez Media, joint venture das agências IMG e Perform, deve anunciar os vencedores dos quatro pacotes colocados à venda da Libertadores. Os últimos contratos estão sendo assinados. 

Já a Uefa pretende, em até um mês, resolver a venda da Liga dos Campeões. Até 5 de junho as empresas têm de enviar as propostas para a entidade.

Até o último ciclo de negociações, Uefa e Conmebol haviam optado por fechar com uma única empresa os direitos de TV por assinatura. Em troca dessa exclusividade, as entidades tinham obtido contratos com valores muito mais altos. Agora, com a entrada de muito dinheiro das empresas de streaming e a queda de arrecadação das TVs, a decisão foi de fatiar os direitos.

A Libertadores foi a primeira competição a apostar nesse formato. A FC Diez dividiu os direitos em quatro pacotes, entre TV aberta, fechada e streaming. Na aberta, a Globo, concorrente única, conseguiu mudar o programa oferecido inicialmente, de apenas um jogo por semana, para duas partidas. Na fechada, Fox Sports e SporTV devem ser anunciados como vencedores dos dois diferentes pacotes. E o Facebook deve ser a novidade tendo comprado a opção que tinha menos jogos à disposição.  

A entrada da rede social de Mark Zuckerberg na briga pelos direitos deve ser a grande atração dos próximos anos. O Facebook está entre um dos vencedores da concorrência dos direitos da Liga dos Campeões para a América do Sul, com exceção do Brasil, que ainda não abriu essa venda. Nos Estados Unidos, a empresa já sublicenciou, da Fox, os direitos para exibir a Liga dos Campeões nessa última temporada.

O fatiamento dos direitos é prática comum da NFL, a liga de futebol americano, que é a que mais arrecada com direitos de mídia no mundo. Só para se ter uma ideia, apenas com os direitos de transmissão de um jogo na quinta-feira à noite, a liga fez um acordo de US$ 65 milhões por ano com a Amazon.

Por aqui, apenas o NBB, torneio nacional de basquete, adotava essa estratégia de pulverizar a transmissão em várias mídias.


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