O Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, anunciou a revisão do orçamento do evento. Após tentar, a todos os custos, manter a previsão orçamentária em dia, o comitê japonês afirmou que irá sextuplicar o custo dos Jogos. Assim, a conta de Tóquio-2020 deve beirar os US$ 15 bilhões, ante os US$ 2,5 bi previstos quando da candidatura.

Segundo os organizadores, o aumento deve-se a incremento de custos em infraestrutura. Os japoneses disseram que terão de alargar rodovias para o evento. Além disso, investimentos em ações antiterroristas ajudarão a causar um incremento de cerca de 1,5 trilhão de ienes (US$ 12,5 bi) ao custo total das Olimpíadas.

O comitê japonês vinha tentando, de todas as formas, reduzir os custos olímpicos. O projeto de construção de um estádio, por exemplo, foi abortado após a conta de US$ 1,5 bilhão ter sido apresentada pelo escritório de arquitetura vencedor do projeto.

Como geralmente acontece na história olímpica, a maior parte do orçamento vai recair sobre a esfera pública. Os japoneses preveem uma arrecadação de 400 bilhões de ienes (US$ 3 bi) em patrocínio, que não serão mais suficientes para garantir o superávit do evento.

Mesmo com a mudança orçamentária dos Jogos de Tóquio, a edição de 2020 das Olimpíadas ainda continua atrás de Pequim-2008 e Sochi-2014 (Jogos de Inverno) como as duas mais caras edições de Jogos Olímpicos da história. 

Mas os japoneses vão gastar mais do que em Londres-2012, quando o investimento total no evento foi de cerca de US$ 12 bilhões.


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