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Na última edição dos Jogos Olímpicos disputada fora do Brasil, Londres 2012, um dos lugares que mais fez sucesso entre os brasileiros foi a Casa Brasil. Localizada na Somerset House, em uma região nobre da capital britânica, o espaço serviu como um ponto de encontro para brasileiros e também para divulgar a cultura brasileira com diversas atrações, inclusive shows de artistas famosos por aqui. Cerca de 250 mil pessoas passaram pelo local durante os 15 dias de competições.

Esse tipo de estratégia de marketing, que, no caso acima, ainda serviu para eventos
promocionais visando os Jogos do Rio, que foram disputados quatro anos depois, já é bastante comum em Jogos Olímpicos. Os países aproveitam o fato de turistas do mundo inteiro estarem na cidade-sede do evento para a divulgação e a promoção da própria cultura e atrações turísticas.

De alguns anos para cá, a Copa do Mundo abraçou a mesma ideia. A Itália, por exemplo, fez isso algumas vezes, sempre tendo como base o que se faz nos Jogos Olímpicos. Na Rússia, a Azzurra não está presente, mas outros países decidiram fazer as vezes e abrir suas próprias casas de olho nos turistas em potencial.

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O Peru, por exemplo, quis aproveitar ao máximo o fato de estar de volta a uma Copa do Mundo após 36 anos. O país montou a “Casa Peru” em Moscou, bem perto da Praça Vermelha, e está usando o espaço para promover os principais destinos turísticos, a cultura, a gastronomia e o artesanato peruanos. O país sul-americano ainda utiliza um trailer como uma segunda casa itinerante que foi às duas cidades em que o Peru jogou e está na terceira em que jogará nesta terça-feira (26), pela última rodada da primeira fase.

O México, por sua vez, também montou uma casa em Moscou, mas com um objetivo ainda maior. Ao lado de EUA e Canadá, o país será sede da Copa do Mundo de 2026 e decidiu usar a Casa México na Rússia para mostrar a cultura, a música, o artesanato e as famosas bebidas mexicanas aos turistas. O intuito é atraí-los daqui oito anos ou, é claro, o quanto antes possível. Na próxima sexta-feira (29), o espaço terá uma celebração do Dia dos Mortos, tradicional festa mexicana, mas que é comemorada normalmente só em novembro.

Foto: Reprodução / Twitter (@equipedefrance)

A França foi outra que entrou de cabeça na ideia já em 2014, aqui no Brasil, e que manteve a “La Casa Bleue” para a Rússia. O país, no entanto, não monta uma casa específica, mas transforma um local de cada cidade em que a seleção francesa esteve e ainda estará nesta Copa do Mundo em um pequeno reduto. Antes e depois de cada jogo da França, o local serve comidas e bebidas típicas do país aos fãs interessados.

Por último, outro que já traz a ideia de outros eventos é o próprio Brasil. Dessa vez, no
entanto, houve alguns problemas. Prevista para ser inaugurada no dia da abertura da Copa, a Casa Brasil só deve funcionar a partir da próxima quarta-feira (27), data do último jogo da seleção brasileira na fase de grupos contra a Sérvia.

Próximo ao Kremlin, o espaço terá como objetivo divulgar atrativos turísticos, culturais,
gastronômicos e esportivos do Brasil, com direito a shows de artistas famosos como ocorreu em Londres 2012.


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