A acusação de estupro que recaiu sobre Neymar, seguida do ataque feito pelo jogador, que culminou na investigação da Justiça contra ele por crime cibernético, ligaram o sinal de alerta nos patrocinadores do atleta. 

Nike e MasterCard foram as duas primeiras empresas a se manifestarem publicamente sobre o caso envolvendo o atacante do PSG, acusado de forçar sexo com uma mulher sem o consentimento dela. Ambas as marcas disseram estar "preocupadas" com a situação e prometem monitorar o caso de perto para ver que decisão poderiam tomar em relação a um de seus principais garotos-propagandas.

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"Nós estamos cientes e preocupados com as sérias alegações. Continuaremos acompanhando a situação", disse a MasterCard, em nota oficial.

Já a Nike usou o mesmo comunicado de quando Cristiano Ronaldo foi acusado de estupro: "Estamos profundamente preocupados com essas acusações e seguimos acompanhando de perto a situação", comunicou a empresa americana.

A Red Bull, em nota, deixou o caso para a Justiça: "O Neymar Jr. é um parceiro da Red Bull desde 2010. É de responsabilidade das autoridades públicas determinar os fatos reais por trás desta séria alegação", afirmou a empresa austríaca.

O caso veio à tona no sábado (1º) e, um dia depois, Neymar usou sua conta no Instagram para mostrar fotos e conversas trocadas com a mulher antes e depois do episódio. O que era para ser uma defesa do jogador, que está concentrado com a seleção brasileira que disputa a Copa América, virou mais um caso de Justiça. Neymar terá de responder por violar os direitos de imagem da mulher, expondo-a publicamente em imagens íntimas. Isso é proibido por lei e considerado crime.

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"Prefiro vê-lo acusado de crime cibernético do que estupro", disse, em entrevista à Band, Neymar Santos, pai do jogador, para justificar a atitude tomada pelo filho.

O caso, porém, não repercutiu bem entre os patrocinadores do atleta. Por contrato, se ele for condenado na Justiça, o acordo de patrocínio pode ser rompido. Assim, caso seja absolvido da acusação de estupro, o crime cibernético que ele eventualmente possa ter cometido poderá virar motivo para o fim do acordo.

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Atualmente, Neymar possui 11 parceiros comerciais, segundo seu site oficial. São eles: Nike, Gillette, Red Bull, GaGà Milano, Beats, Replay, MasterCard, TCL, EA Sports, QNB e, mais recentemente, a plataforma de streaming DAZN. De acordo com a revista Forbes, o atleta do PSG faturou no período entre junho de 2017 e junho do ano passado US$ 17 milhões em patrocínios e outros US$ 73 milhões em salários. Isso fez dele o quinto atleta mais bem pago do esporte mundial.


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