A busca sem sucesso da Premier League por um novo CEO fará com que os clubes adotem uma medida considerada radical para encontrar o novo líder do futebol inglês. Segundo o jornal britânico Financial Times, na última reunião de conselho da liga inglesa de futebol, os clubes concordaram em levar ao mercado dos Estados Unidos a busca do novo executivo, que já dura oito meses.

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Desde que Richard Scudamore anunciou que não seria mais CEO da liga de futebol mais rentável do mundo após 19 anos, a Premier League não consegue preencher a vaga. Em novembro do ano passado, chegou a ser anunciada como CEO Susanna Dinnage, executiva-sênior do grupo de mídia Discovery. No feriado de Natal, porém, a executiva alegou motivos pessoais para recusar a oferta. Em janeiro, foi a vez de Tim Davie, CEO dos estúdios BBC, dizer não à proposta.

O problema para contratar um executivo americano pode estar nos valores oferecidos pela Premier League. Scudamore recebia cerca de US$ 3,5 milhões ao ano para ser o CEO da liga inglesa e foi criticado por ter recebido bônus de US$ 7 milhões para deixar o cargo. Só em direitos de TV, a liga inglesa fatura US$ 10,4 bilhões.

Nos Estados Unidos, os valores pagos aos executivos das ligas esportivas costumam ser bem maiores. Roger Goodell, atual CEO da NFL e salário mais alto entre os executivos das ligas esportivas americanas, ganha anualmente US$ 40 milhões.

De acordo com a reportagem do Financial Times, a tendência é que a busca por um CEO americano seja intensificada. A proposta havia sido inicialmente descartada pelos clubes por considerarem que o mercado inglês não reagiria bem à indicação. Mas, sem um CEO há quase nove meses, a solução britânica parece ser cruzar o oceano.


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