A edição 2020 do Rio Open, a sétima da história do torneio, chegou ao final neste domingo (23). Na competição de simples, o chileno Cristian Garin bateu o italiano Gianluca Mager por dois sets a zero e conquistou o título pela primeira vez. De quebra, ainda aparecerá no ranking da ATP pela primeira no Top 20, na 18ª posição. Nas duplas, nova derrota italiana na final. Salvatore Caruso e Federico Gaio foram derrotados por dois sets a um pelo argentino Horacio Zeballos e o espanhol Marcel Granollers.

Fora da quadra, o Rio Open confirmou mais uma vez o sucesso que vem aumentando ano a ano tanto no número de apoiadores como também no público presente. Apesar da chuva que afugentou os espectadores na sexta-feira (21) e no sábado (22), o torneio provavelmente bateu o recorde de visitantes no Jockey Club Brasileiro que era de 50 mil pessoas conquistado no ano passado. Os números oficiais ainda não foram divulgados.

O chileno Cristian Garin recebeu o troféu de campeão do Rio Open das mãos do brasileiro Gustavo Kuerten, ex-número 1 do mundo (Foto: Fotojump / Rio Open)

No último dia de torneio, a Máquina do Esporte conversou com Marcia Casz, diretora geral do Rio Open, para fazer um balanço do evento em 2020 e já projetar a oitava edição no ano que vem. Confira abaixo a entrevista na íntegra:

 

Máquina do Esporte: Qual balanço você faz do Rio Open 2020?

Marcia Casz: Positivo! Tivemos uma visitação muito boa do público desde o sábado do qualifying. O Rio Open se tornou um evento obrigatório no calendário da cidade, já aguardado não só pelos cariocas mas por visitantes de outras cidades e até de países vizinhos. É um orgulho olhar para trás e ver onde chegamos e também vislumbrar todas as possibilidades que podemos adotar para os próximos anos. As chuvas nos obrigaram a mexer nos jogos, algo normal em eventos de tênis, mas o público permaneceu no espaço conferindo todas as ativações e informações dos nossos patrocinadores no Leblon Boulevard, que seguiu com sua programação normal. 

 

ME: A estratégia de venda de pacotes funcionou?

MC: Funcionou e queremos voltar com essa opção para o ano que vem.  Essa foi uma inovação em que o fã do esporte garantiu o seu lugar no torneio para mais dias e com um valor menor do que se tivesse comprado de forma avulsa.

 

ME: Há espaço para o torneio crescer em público e patrocínio?

MC: Sim. Em termos de patrocínio, contanto que sejam marcas que não sejam da mesma linha de atuação. Nós oferecemos um produto exclusivo, e isso vale também para os patrocinadores. O Rio Open é um evento que vai além do esporte e une entretenimento, gastronomia e arte, por exemplo. Então, temos um leque amplo de possibilidades de ativações. Em termos de público, nosso objetivo é sempre oferecer uma experiência inesquecível para ele, e isso inclui o conforto. Podendo aumentar o público de forma que ele permaneça confortável, temos como crescer também neste ponto. 

 

ME: A valorização da final traz resultados de que forma para o torneio?

MC: Esse é um dos momentos mais aguardados da competição. Todos querem saber quem levantará o troféu de campeão, e isso merece uma ocasião especial. Tanto para o público, que passa por experiências únicas, quanto para o patrocinador, que tem uma oportunidade de mostrar novos produtos ou informações de sua marca em um dos principais torneios de tênis da América do Sul e o único da ATP no Brasil. 

 

ME: O que esperar para 2021?

MC: Mais inovação, evolução e um evento com ainda mais sustentabilidade, entretenimento e esporte. Queremos manter a experiência Rio Open sempre viva, inclusive no decorrer do ano.


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