O Brasil encerrou neste domingo (11) sua participação nos Jogos Pan-Americanos de Lima com um recorde de 171 medalhas conquistadas e a volta ao segundo lugar do quadro de medalhas, atrás apenas dos Estados Unidos, após 56 anos.

O bom desempenho brasileiro em Lima virou um alento ao Comitê Olímpico do Brasil (COB) na primeira grande competição disputada após o fim da dinastia Nuzman e sem os holofotes provocados pelos Jogos Olímpicos disputados no Rio em 2016.

Depois da bonança do último ciclo olímpico, em que os patrocinadores injetaram uma verba nunca antes vista no COB e no esporte olímpico brasileiro, o primeiro teste sob essa nova realidade mostrou-se amplamente satisfatório. Pelo menos do ponto de vista esportivo. Os destaques foram a conquista do ouro no basquete feminino, batendo os Estados Unidos, e a performance geral da natação.

Brasileiros se divertem em Cerimônia de Encerramento dos Jogos Pan-Americanos 2019 (Foto: Reprodução)

"Temos noção da realidade do nosso potencial no Pan e na Olimpíada. Nós alcançamos nosso objetivo em Lima, mas vamos avaliar tudo com calma para chegar a Tóquio numa boa condição. Sabemos o degrau em que nós estamos e as dificuldades que vamos enfrentar", disse Jorge Bichara, subchefe de missão no Pan e gerente de esportes do COB, em entrevista coletiva após o Pan-Americano.

Com a evidência esportiva dada pelo Pan, a expectativa do COB é conseguir alavancar a receita com patrocínios visando os Jogos Olímpicos do ano que vem. Atualmente, o comitê tem apenas dois patrocinadores principais: a Peak, empresa chinesa fornecedora de material esportivo, e a rede de ensino Estácio, que atua também com o fornecimento de bolsas de estudos. Ainda há a japonesa Ajinomoto, que é a fornecedora de suplementação alimentar e fechou como nova parceira do comitê em março deste ano.


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