Uma Fifa conectada ao novo mundo, aos seus problemas, e com suas próprias soluções. A primeira Copa do Mundo sob a gestão de Gianni Infantino mostrou que a entidade máxima do futebol assumiu suas fraquezas, mostrando preocupação muito maior com a imagem do que a antiga gestão. 

O maior exemplo dessa “nova” Fifa está no cuidado com a mulher. Como poucas vezes, a entidade tem deixado claro que o público feminino terá uma atenção muito maior e passará também a ser abraçada pelo futebol. Para isso, a federação tomou para si bandeiras feministas, com ações que valorizam as torcedoras.

Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (12), a Fifa exigiu que suas parcerias em transmissões oficiais reduzam a exibição de torcedoras atraentes durantes os jogos, algo que há anos é comum entre as emissoras de futebol. O plano é se afastar de casos de sexismo que, ao longo do Mundial, foram relativamente comuns na Rússia.

A nova medida não é isolada. Ela partiu de uma parceria que a Fifa já havia realizado para lidar com o problema. A entidade acertou com a ONG Fare Network neste ano para atuar em casos de sexismo durante a Copa do Mundo. Foi da organização que partiu a sugestão de reduzir as imagens de torcedoras atraentes.

A preocupação com as mulheres não é a única da Fifa com casos recentes. A entidade, por exemplo, ofereceu ingressos para a decisão do torneio aos meninos tailandeses que ficaram presos em uma caverna. A entidade anunciou que a ação não será feita devido ao estado ainda frágil de saúde dos sobreviventes, mas, nesta sexta-feira (13), Infantino confirmou que eles estão convidados para a cerimônia de melhor jogador do mundo, que acontecerá no próximo mês de setembro, em Londres.   

Antes mesmo do começo da Copa do Mundo, em meio às notícias sobre grupos ultras na Rússia, a Fifa realizou uma ação social com abraços envolvendo torcedores rivais. As melhores imagens divulgadas nas redes renderam ingressos para jogos.

“Eu acho que há muita injustiça no mundo, que há muitas coisas que nós queremos mudar no mundo, que nós não estamos satisfeitos. E o futebol e a Copa do Mundo podem contribuir a abrir alguns canais para discussão. O futebol não pode mudar o passado, não pode resolver os problemas, mas pode ajudar a pelo menos gerar o diálogo”, disse Infantino para a imprensa nesta sexta-feira (13).

Ao menos na camada mais aparente, a atual Fifa tenta se manter longe dos velhos hábitos soberbos de Joseph Blatter e companhia, que devastaram a imagem da entidade.


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