A Primeira Liga realizou, nesta semana, o sorteio para as partidas eliminatórias do torneio. E, após uma fórmula que deixou um vácuo entre a primeira e a segunda fase da disputa, a organização já tem pensado em novas maneiras de manter o interesse do público no campeonato, que está ainda na segunda edição apenas.

A grande preocupação é que a Primeira Liga tem tido dificuldade para ser inserida no calendário do futebol brasileiro desde a sua criação. Com excesso de jogos, os times sofrem para encaixar mais um torneio. E, em 2018, ainda haverá um novo problema: a realização da Copa do Mundo na Rússia, o que deixará o encaixe de eventos ainda mais complicado.

“Não temos ainda um modelo definido para o próximo ano, mas ainda temos algum tempo para discutir isso. Hoje, o modelo é próximo do que nós gostaríamos, mas, com a Copa do Mundo em 2018, nós já temos ouvido novas sugestões”, contou o CEO da Primeira Liga, José Sabino, à Máquina do Esporte.

Uma das possibilidades apresentadas é de transformar a Primeira Liga em um torneio de pré-temporada. Ainda que ela pudesse perder peso esportivo, a fórmula incluiria um evento mais encorpado para o torneio, o que poderia ser um chamariz mais atraente para patrocinadores e torcedores.

Nesse caso, seria escolhido um dos estádios novos construídos no Brasil para ser sede, e o evento teria feiras sobre futebol, áreas de ativações e festas para patrocinadores e torcedores. É o modelo usado em alguns torneios de pré-temporada realizados no futebol pelo mundo, especialmente na Europa.

Além do calendário, a Primeira Liga luta para manter o interesse do torcedor em alta. Neste ano, a média de público caiu de 11,8 mil para 6,8 mil, ainda que os números não incluam a fase final, justamente o momento em que as arenas devem receber quantidade mais robusta de fãs. 

“O público poderia ser melhor, mas ele ainda é maior que a grande maioria dos campeonatos estaduais, mesmo com a soma dos públicos das finais do torneio; a Primeira Liga ainda só teve a primeira fase”, justificou Sabino.

De fato, neste primeiro semestre a Primeira Liga ficou atrás apenas do Campeonato Paulista, que teve 9,7 mil pagantes de média. O torneio ficou à frente também da Copa do Nordeste, que marcou média de 5,9 mil pessoas.


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