A decisão da ESPN de sublicenciar os direitos de transmissão da Premier League para a RedeTV! na última temporada foi apontada pela liga inglesa como um dos motivos para a competição ter um alcance recorde.

Em parceria com a Nielsen, a Premier League divulgou um estudo que mostra que todo o conteúdo da liga foi consumido por 3,2 bilhões de pessoas no mundo. O número é o maior já alcançado pelo Inglês até hoje e já chega próximo ao que a Fifa consegue com a Copa do Mundo masculina, sua principal competição.

O estudo, que abrange apenas o consumo em residências, excluindo bares e smartphones, diz que o motivo para o alcance tão expressivo está na concessão de direitos de transmissão para emissoras de TV aberta, citando diretamente os casos de Brasil e África do Sul, que na última temporada abriram o sinal para o público.

Os eventos ao vivo, principal produto da liga, chegaram a 1,35 bilhão de pessoas. Os números no Brasil poderiam até ser maiores se a RedeTV! tivesse exibido mais do que um jogo por rodada, que foi o limite imposto no acordo com a ESPN. O sucesso da RedeTV! com a transmissão abriu os olhos da Band, que atualmente negocia com a ESPN para tentar exibir a temporada que começa em 9 de agosto.

Para a Premier League, o sucesso do caso brasileiro ajuda no plano de crescimento de receitas da entidade. Na renegociação dos direitos para as próximas três temporadas, foi a venda internacional quem elevou a arrecadação da liga.

A venda local teve uma queda nos valores que só foi compensada por causa de 30% de aumento no preço dos direitos internacionais, negociados a um total combinado de US$ 5,3 bilhões (cerca de R$ 20 bilhões) para o período de 2019 a 2022.


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