A Premier League conseguirá, nos próximos três anos, arrecadar pelo menos US$ 10,4 bilhões com a venda de direitos de transmissão do Campeonato Inglês. A revelação foi feita por Richard Masters, CEO interino da liga inglesa, durante seminário promovido pelo Financial Times.

Segundo o executivo, foi graças à venda para o exterior que a liga conseguiu manter o seu faturamento em mídia. Entre as temporadas 2019/2020 e 2021/2022, a Premier League receberá US$ 5,3 bilhões da venda internacional dos direitos. Trata-se de um salto de 35,4% em relação ao contrato atual. Os outros US$ 5,1 bilhões virão do mercado interno, que perdeu US$ 1,1 bilhão na renovação (13% a menos que no ciclo anterior).

Foto: Reprodução / Twitter (@premierleague)

Vale lembrar que Sky, BT Sport e Amazon transmitirão 200 jogos, ao invés dos 168 que Sky e BT Sport exibiram no ciclo que acabou de chegar ao final. Ou seja, a Premier League vendeu mais jogos por menos dinheiro dentro do próprio mercado.

A distribuição dos recursos provenientes das transmissões entre os clubes da Premier League é uma das mais equitativas da Europa desde 2003. Na temporada 2017/2018, pouco mais de US$ 3 bilhões foram distribuídos com esse conceito. As duas equipes de Manchester receberam quase US$ 190 milhões contra os US$ 120 milhões do West Bromwich, uma diferença bem menor do que a encontrada no futebol brasileiro, por exemplo.

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A partir da próxima temporada, no entanto, os recursos não serão mais divididos tão igualitariamente, pois terão um fator de correção de acordo com o desempenho esportivo. Essa mudança fará a diferença entre o que ganha mais e o que ganha menos aumentar de 1,6 para 1,8 vezes. Assim, os seis grandes clubes da liga, o chamado "Big Six" (Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham), receberão US$ 95 milhões a mais do que as outras equipes.


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