Vista do autódromo de Interlagos, em São Paulo

O prefeito de São Paulo, João Doria Junior, disse que o autódromo de Interlagos deverá ser privatizado ainda este ano. A justificativa do prefeito para a cidade se desfazer do local, um dos poucos autódromos lucrativos do país, é de que essa é a única forma de manter a etapa brasileira da Fórmula 1 na cidade de São Paulo.

“A privatização do autódromo é a garantia da continuidade da Fórmula 1. E eu entendo que Fórmula 1 é importante, mas com dinheiro privado, não com dinheiro público. E é perfeitamente possível que ela continue funcionando com dinheiro privado e com um autódromo privado”, afirmou Doria à agência Reuters.

De acordo com o prefeito, Bernie Ecclestone, ex-chefão da Fórmula 1, deverá ser um dos interessados em participar do leilão. A informação, porém, não é confirmada pelo dirigente.

“Eu não disse nem ‘sim, eu vou comprar’ nem ‘não, eu não vou comprar’. Vamos esperar e ver”, disse Ecclestone à “Reuters”, demonstrando menos empolgação do que o prefeito. Segundo ele, foi dada uma indicação aos novos controladores da F-1 para comprar o espaço.

O valor da venda não foi estipulado ainda.

Atualmente, Interlagos é administrado pela São Paulo Turismo, empresa de capital aberto que tem a prefeitura com 95% das ações. O órgão conseguiu transformar Interlagos ao longo de quase uma década, fazendo com que o espaço se tornasse lucrativo, com diversas competições do automobilismo e outros eventos.


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