Foto: Wagner Giannella

A Petrobras está de volta à Fórmula 1. A empresa brasileira assinou com a McLaren e já iniciou uma parceria tecnológica com a escuderia britânica no desenvolvimento de combustível e lubrificantes de alta performance para uso oficial a partir do ano que vem. Já em 2018, a marca da Petrobras estará nos carros, nos capacetes e macacões dos pilotos e também nos uniformes dos mecânicos e em um laboratório da empresa nos boxes da equipe em cada fim de semana de corrida.

O anúncio da parceria foi feito na sede da companhia, na Avenida Paulista, em São Paulo. Na coletiva de imprensa, estiveram presentes Bruno Motta, gerente executivo de comunicação e marcas da Petrobras; Hugo Repsold, diretor de desenvolvimento de produção e tecnologia da Petrobras; Jonathan Neale, diretor de operações da McLaren; e John Cooper, diretor comercial e financeiro da McLaren.

“A categoria é considerada o melhor laboratório para testar novas fórmulas de combustíveis e lubrificantes, devido às condições extremas às quais estes motores são submetidos. Depois de testados nos seus limites, os novos combustíveis e lubrificantes serão utilizados nos automóveis convencionais e aplicados no dia a dia dos nossos consumidores”, afirmou Hugo Repsold.

Foto: Agência Petrobras

Além da parceria tecnológica estratégica com uma gigante do automobilismo mundial, a Petrobras ainda enxerga uma série de benefícios ao se associar à McLaren. Uma das principais é o reforço na imagem e na reputação da empresa, bastante desgastadas por conta dos escândalos de corrupção dos últimos anos. A companhia ainda afirma que terá retorno mercadológico e financeiro, e ganhará subsídios para soluções tecnológicas voltadas para outros negócios.

O que a Petrobras também não esconde é que está atrás da força e do potencial da F1. De acordo com dados da empresa de análise e consultoria Nielsen Sports, a categoria tem 460 milhões de fãs espalhados por mais de 200 países e uma audiência acumulada de 1,8 bilhão de pessoas por ano. Só no Brasil, a audiência média é de 6,4 milhões de telespectadores por corrida.

Além de tudo isso, o objetivo da nova dona da F1 de focar nas redes sociais também interessa e muito à empresa brasileira. Em 2017, primeiro ano da Liberty Media, houve um crescimento de 1.600% em minutos de consumo de Fórmula 1 no Facebook. O número deixou a F1 na liderança do ranking de crescimento entre tudo que se relaciona a categorias esportivas, à frente de Fórmula E, LaLiga, Adidas, Puma, Liga dos Campeões, NFL, Premier League e NBA, por exemplo.

Foto: Wagner Giannella

Para completar, a própria McLaren tem um alcance respeitável. A escuderia britânica está entre as três primeiras equipes no ranking das principais redes sociais, ao lado de Ferrari e Red Bull. No Facebook, é líder, com 250 milhões de interações anuais.

“Esse acordo está totalmente alinhado ao nosso posicionamento de marca, que valoriza o conhecimento e nossa capacidade técnica única para desenvolver soluções”, explicou Bruno Motta.

A empresa não divulgou os valores financeiros nem a duração do acordo. No entanto, deixou claro que o objetivo é que seja uma parceria bem-sucedida por um longo tempo. Para o torcedor brasileiro, que não terá pilotos do país para torcer em 2018, fato que não acontecia há 49 anos, a Petrobras será a única compatriota no grid.

Em mensagens de vídeo, o presidente da Petrobras, Pedro Parente, e o CEO da McLaren, Zak Brown, lembraram a forte relação da escuderia britânica com o Brasil. Foi lá que Emerson Fittipaldi conquistou seu segundo título na F1 em 1974, assim como foi com um carro da McLaren que Ayrton Senna fez história e conquistou seus três títulos mundiais em 1988, 1990 e 1991.

Esta não é a primeira vez que a Petrobras figura na principal categoria do automobilismo mundial. A empresa foi parceira da Williams por duas vezes: a primeira, entre 1998 e 2008, com o desenvolvimento e fornecimento de gasolina e óleo de câmbio; e a segunda, entre 2014 e 2016, com o desenvolvimento de gasolina e óleo de motor, e o fornecimento de óleo de câmbio.


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