A organização do futebol europeu é constantemente admirada pelos brasileiros, mas dificilmente os bons exemplos são replicados. Os maus, por outro lado, são usados à exaustão. A situação do Corinthians com o metrô é uma boa amostra de como isso é uma realidade.

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O Barcelona, um dos times estrangeiros mais adorados no Brasil, conta com alguma flexibilidade do metrô local. Aliás, não só o time. Qualquer evento grande na cidade conta com um tempo extra no transporte. Afinal, a capital da Catalunha é uma das cidades mais visitadas do mundo e, assim como em São Paulo, os eventos têm uma importância econômica.

Em São Paulo, com exceção da Virada Cultural, evento da própria Prefeitura, o pensamento passa longe dessa realidade. Há alguns anos, por exemplo, houve confusão na saída do festival Lollapalooza. O metrô foi o transporte sugerido pela organização, mas não houve nenhum esquema especial. Na saída, a estação Butantã superlotou, houve longas filas, e bastante gente não entrou a tempo. No caso da Virada, metrô e trem funcionam por 24 horas.

Se o bom exemplo óbvio do metrô não é seguido, o contrário está presente. O mesmo Barcelona viveu um caso extremo em 2013, quando até prefeitura se recusou a ir tão longe. Naquele ano, a Supercopa da Espanha foi marcada para as 23 horas de uma quarta-feira. Na Europa, como no Brasil, a ordem da televisão parece estar acima de qualquer outra ordem. E não há clube, liga ou governo que questione tais horários.

Em vão, o Barcelona tentou mudar o horário da partida. No fim, para não deixar seus torcedores sem transporte, o clube pagou 30 mil euros para a prefeitura estender ainda mais o horário de funcionamento do metrô. Nas arquibancadas do Camp Nou, 74,5 mil pessoas viram mais um título do Barcelona.


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