O Corinthians tem dois novos patrocinadores que você provavelmente nunca ouviu falar. É uma marca de ternos, que não é a Armani, e um energético, que não é a Red Bull. E, assim, o time de maior torcida em todas as classes sociais do maior mercado do país mantém a associação de imagem com parceiros longe da liderança de seus segmentos.

Não é uma exceção do futebol brasileiro, muito pelo contrário. Não há, entre as 12 principais equipes do país, quem genuinamente tenha um grupo de parceiros premium. Por isso mesmo, está na hora do futebol em geral se perguntar o que há de errado.

Há, claro, uma imagem muito ruim que o futebol transmite. Corrupção, violência e, principalmente, histórico despreparo na gestão não fazem do segmento um terreno fértil a investimentos em associação de imagem. Só a CBF conseguiu superar essa barreira para conseguir parceiros líderes de mercado. Pelo menos foi assim antes da gestão Marin/Del Nero.

Não há nada de errado em marcas entrantes apostarem no futebol. Não ter a Red Bull não pode impedir o Flamengo de ter a Carabao e, agora, o Corinthians de ter a Ultra Energy Drink. O problema é quando os clubes são interessantes apenas às marcas que querem ser mais conhecidas.

O mercado europeu, por exemplo, não se fecha a nenhum dos casos. Você pode não ter ideia o que é a Rakuten, empresa criada há vinte anos e que hoje está no espaço máster do Barcelona. Mas a equipe espanhola também conta com Nike, Procter & Gamble e Audi, entre outras.

O próprio Corinthians já admitiu a dificuldade de fechar com essas marcas. Precisa agora descobrir o porquê.


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