Os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro tiveram um aumento de R$ 70 milhões na previsão de orçamento. Apesar de ascendente, a curva subiu menos do que no último levantamento apresentado pela Autoridade Pública Olímpica (APO), em janeiro, quando os gastos tiveram um acréscimo de R$ 200 milhões.

O valor total do evento está agora em 38,7 bilhões. O superávit foi registrado na lista de obras essenciais que envolve primordialmente os projetos ligados às arenas que sediarão as competições no mês de agosto do que vem.  A APO atribuiu a elevação ao Parque Olímpico da Barra e reforma no estádio de remo da Lagoa Rodrigo de Freitas.

Essas construções estão no pacote de Matriz de Responsabilidade da Olímpiada, que engloba o que não seria reformado ou construído caso a capital fluminense não fosse a sede do evento. Segundo o relatório da APO, R$ 6,67 bilhões serão destinados a essas obras.

O total de projetos listados no documento caiu de 56 para 46. Já não consta, por exemplo, a reforma do Estádio Aquático Julio Delamare, que receberia as provas de polo aquático, transferidas para o Maria Lenk.

“Os projetos estão encaminhados e dentro do prazo para garantir a realização dos eventos-teste e das competições em 2016”, informa o presidente em exercício da APO, Marcelo Pedroso.

Na época da candidatura, a previsão era de que os Jogos Olímpicos do Rio custassem R$ 28,8 bilhões, valor não corrigido pela inflação. A próxima divulgação da Matriz de Responsabilidades está prevista para janeiro de 2016.

A Copa do Mundo de 2014 custou 27,1 bilhões, segundo relatório final do Ministério do Esporte. O cenário atual prevê que as Olimpíadas custem 42% a mais do que a competição de futebol disputada em 12 sedes.


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