Michael Carcamo e Sebastien Buemi, executivo e piloto da Nissan (Foto: Wagner Giannella)

Às vésperas da disputa do Antofagasta Minerals Santiago E-Prix 2019, a terceira etapa da temporada da Fórmula E, a Nissan reuniu jornalistas da América Latina na capital do Chile para falar sobre o que vem fazendo na categoria. Durante a conversa, que contou com a presença da Máquina do Esporte, a marca deixou clara a importância que dá ao fato de ser a primeira montadora japonesa a ter uma equipe na Fórmula E e como segue com a estratégia de usar a categoria para impulsionar tudo que vem fazendo com os veículos elétricos fora das pistas.

Atualmente, a Nissan é a montadora que mais investe na eletrificação de automóveis no mundo. A consequência disso é ser dona do modelo mais vendido: o Leaf já teve 380 mil unidades comercializadas ao redor do planeta.

Com uma história pioneira no setor iniciada em 1947, a montadora enxergou na Fórmula E uma forma de alinhar o que vem fazendo na indústria automotiva com a visibilidade que o esporte é capaz de dar.

"Faz todo sentido. Se somos líderes na produção e comercialização de carros elétricos, é coerente investir na Fórmula E. Começamos a levar a expertise que temos na rua para dentro da pista. No entanto, daqui algumas corridas, temos certeza de que o caminho passará a ser o inverso. Usaremos a expertise que ganharemos nas pistas para evoluir os carros que o cidadão comum usa nas ruas", disse Juan Manuel Hoyos, diretor de marketing da Nissan para a América Latina.

"A Fórmula E é o futuro dos esportes a motor. Nela, trabalhamos com potência e eficiência. Precisamos ter um carro rápido, que tenha a maior velocidade possível, mas que seja eficiente ao ponto de render ao máximo, mas economizando bateria para chegar ao final da prova. Isso não é nada fácil", afirmou Michael Carcamo, diretor global da Nissan Motorsports, setor da marca focado no automobilismo.

Com a Fórmula E chegando à América Latina após provas na Arábia Saudita e no Marrocos, a Nissan enxergou a possibilidade de ativar a presença como dona de equipe para impulsionar tanto a categoria como a eletrificação na região.

O objetivo a curto prazo é se tornar uma das três montadoras mais vendidas por aqui. Desde 2013, quando chegou à América Latina, a Nissan pulou de 3,2% para 5,2% em participação de mercado. Com uma fábrica no Brasil e subsidiárias no próprio Chile, na Argentina e no Peru, a marca terá expansões em breve para Colômbia, Uruguai, Costa Rica, Equador e Porto Rico. E quer chegar a todos os 38 países que compõem a América Latina um dia.

O encontro no Cerro San Cristóbal, um dos pontos turísticos mais visitados de Santiago, ainda contou com a participação de Sebastien Buemi, principal piloto da equipe. Ex-Fórmula 1, o suíço tem um título da Fórmula E no currículo, na temporada 2015/2016, e é a grande aposta da Nissan.

A montadora ainda fez uma ativação que pôde ser vista por boa parte da cidade, inclusive pelos jornalistas que estavam no encontro. Um vídeo do Leaf foi reproduzido no corpo do edifício Costanera Center, prédio mais alto da América Latina. Uma mensagem da Nissan sobre o quanto investe e ainda pretende investir na eletrificação de veículos nos próximos anos.

*O repórter viajou a convite da Nissan


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