O futsal dividiu, nos últimos anos, as maiores marcas esportivas do Brasil, que adotaram estratégias distintas em relação à modalidade até o fim de setembro de 2008. Porém, o início do Mundial, nas cidades de Brasília e Rio de Janeiro, mudou o mercado, atraindo as fabricantes que estavam distantes e turbinando as ações daquelas que já estavam presente. Patrocinadora oficial da Fifa, e da competição por consequência, a Adidas, que não tem atuação destacada no setor, aproveita o espaço para promover sua bola laranja, utilizada em todos os jogos do evento. No Rio de Janeiro, em três pontos, e em Brasília, em um, versões gigantes promovem o produto, principal aposta da marca alemã para o futsal. Também presente dentro das quadras no Mundial, mas como patrocinadora da seleção brasileira, a Topper, que tem no futsal um de seus principais mercados, voltou a fazer propagandas por causa da competição. Com participação do cineasta Zé do Caixão e criação da agência Talent, as peças vão povoar as emissoras no mês de outubro, e têm, assumidamente, ligação com a principal competição da modalidade. ?A Copa do Mundo é o momento mais importante para a categoria e, por isso, é o momento de maior visibilidade para as marcas que se relacionam com o futsal. A Topper possui uma identificação muito forte com o futsal, sendo a patrocinadora da seleção. Por isso, o evento é de extrema import"ncia para a consolidação da marca na categoria?, disse Caio Peduti, gerente de produtos da marca. Essa relação com CBFS, que ainda deve durar mais cinco anos, limita a atuação das outras marcas do mercado. Distante do futsal nos últimos anos, a Nike fala em voltar com força à modalidade, mas teve de ser criativa para driblar o fato de que não patrocina nenhuma seleção na competição e também não pode vestir Lenísio, seu principal atleta patrocinado, por força do contrato da Topper. ?A Nike quer entrar no mercado do futsal, e nossa principal ação é o torneio ?Batalha das Quadras?. Agora temos produtos específicos para a modalidade, e não apenas adaptações da linha de campo. A marca, como sempre faz, entra para ser líder?, promete David Grinberg, gerente de comunicação da fabricante norte-americana. A Umbro, que há dois meses declarou, em entrevista à Máquina do Esporte, que o futsal era prioridade, também reclama da limitação da atuação. Patrocinadora do ala Falcão, um dos maiores nomes do esporte, a marca lamenta não poder trabalhar a imagem do atleta nas quadras de Brasília e Rio de Janeiro. ?A Umbro tem essa asssociação de marca, e não está satisfeita, até porque não é praxe de mercado. Mas isso é só um entrave na estratégia. O investimento no futsal se mantém, até porque ele não estava atrelado à competição?, disse Paulo César Verardi, diretor da marca no Brasil. O Mundial, porém, foi fundamental na volta da Umbro à televisão. Depois de cinco anos de ausência, a marca começou, em agosto, a veicular propagandas relacionadas ao esporte. Essa movimentação criada pelo evento, no entanto, não assusta os executivos. ?A introdução de todas as marcas é importante para exigir qualidade e mais trabalho da nossa parte. A tendência, como a história nos mostra, é que quanto mais players competentes você tem, maior é a tendência de crescimento do mercado?, concluiu Verardi.


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