Quem vem assistindo às corridas de Fórmula 1 em 2019 tem visto a dificuldade da Williams em conseguir terminar as provas ao menos na mesma volta que os líderes. Até nisso, aliás, a escuderia britânica tem falhado. E os péssimos resultados dentro da pista estão cada vez mais se refletindo fora do asfalto.

A equipe comandada por Frank Williams divulgou, nesta quarta-feira (11), o balanço financeiro do primeiro semestre do ano. E o resultado não foi nem um pouco satisfatório: a receita da escuderia caiu de US$ 75 milhões no primeiro semestre do ano passado para US$ 57,2 milhões entre janeiro e junho deste ano.

Os números são uma consequência clara de uma temporada de 2018 decepcionante, quando a Williams terminou o ano na última colocação do Mundial de Construtores com apenas 7 pontos conquistados. Para piorar, a equipe ainda perdeu uma renda significativa após a saída dos pilotos Sergey Sirotkin e Lance Stroll, juntamente com a ex-dona dos naming rights, a marca de bebidas Martini, que pagava US$ 15 milhões por ano.

Foto: Reprodução / Twitter (@WilliamsRacing)

E se 2018 foi considerado um ano decepcionante, fica difícil até adjetivar o que vem sendo a atual temporada da escuderia. Até o momento, em 14 provas, a Williams conseguiu marcar apenas um único e mísero ponto com o polonês Robert Kubica. O outro piloto da equipe, o britânico George Russell, é o único dos 20 pilotos do atual grid que ainda não saiu do zero.

"Os resultados financeiros da F1 refletem principalmente nossa posição final no campeonato de construtores do ano passado e a consequente redução no prêmio em dinheiro. Apesar de estarmos enfrentando outra temporada difícil, vimos alguns sinais recentes de melhoria e continuamos a atrair o interesse de parceiros em potencial como uma das equipes de Fórmula 1 mais antigas. Continuamos acreditando que vamos responder aos desafios futuros, com instalações de classe mundial e uma organização forte e talentosa", declarou Mike O'Driscoll, CEO da Williams F1 Team.

Apesar da situação tenebrosa, ainda há números a serem celebrados pela equipe. Os decepcionantes resultados financeiros da Fórmula 1 foram compensados, ​​em parte, pelo desempenho do braço de engenharia da escuderia, a Williams Advanced Engineering, que viu sua receita aumentar de US$ 26,6 milhões para US$ 38,2 milhões.

Além disso, no último mês de julho, já no segundo semestre, portanto, a Williams recebeu um impulso financeiro importante com a ampliação do contrato de naming rights com a startup de telecomunicações Rokit Phones até 2023. A empresa havia se associado à equipe no início deste ano e, mesmo com os resultados ruins, decidiu renovar a parceria.


Notícia Williams F1 Fórmula 1 balanço financeiro finanças gestão patrocínio desempenho