Os jogadores dos dois clubes mais poderosos da Alemanha, Bayern de Munique e Borussia Dortmund, aceitaram reduzir seus salários em 20% até que a situação do futebol alemão se normalize e os times voltem a campo. Nesta quarta-feira (25), a DFL, órgão responsável pela organização da Bundesliga, ampliou a suspensão do torneio para 30 de abril por conta da pandemia do coronavírus. As informações são do diário alemão Bild.

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De acordo com a publicação, no Dortmund, os jogadores decidiram seguir o exemplo do técnico do time, Lucien Favre, que renunciou a uma parte do salário (cuja porcentagem não foi confirmada) durante esse período. Já no Bayern, o capitão do time, o goleiro Manuel Neuer, já havia afirmado que era a favor do corte.

Campeão do mundo com a Alemanha em 2014, Manuel Neuer é o principal líder do elenco do Bayern de Munique (Foto: Reprodução / Twitter (@FCBayern))

Após a declaração, uma reunião entre líderes do elenco, como o próprio Neuer, além de Thomas Muller, Robert Lewandowski, Joshua Kimmich, David Alaba e o brasileiro naturalizado espanhol Thiago Alcântara, com Karl-Heinz Rummenigge e Oliver Kahn, atual e futuro CEO do clube, respectivamente, concretizou o acordo.

O Bild acrescentou que, na própria Alemanha, o Schalke deve seguir o mesmo caminho. Na Espanha, o jornal Marca revelou que o Barcelona vem conversando com atletas do futebol masculino, do futebol feminino e do basquete para tentar chegar a um consenso na redução de salários.

Já na Inglaterra, os jogadores do Birmingham, que atualmente disputa a segunda divisão do futebol do país, que recebem mais de £ 6 mil por semana, terão um corte de 50% do salário nos próximos quatro meses. O clube promete pagar retroativamente quando as coisas se normalizarem.

A situação também já está afetando outras modalidades e ligas esportivas. A Nascar, por exemplo, principal categoria do automobilismo americano, cortará os salários dos funcionários que trabalham nos escritórios em 25% a partir de 1º de abril. A National Hockey League (NHL) já deu sinais de que seguirá o mesmo caminho.


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