Convocados ou não para jogar a Copa do Mundo, jogadores de futebol começaram a faturar com posts patrocinados em redes sociais. Uma estrela da seleção brasileira, por exemplo, cobra até R$ 55 mil por um único tuíte que promova uma marca no Twitter. Mas dá para fechar negócio por menos. Atletas mais "baratos" topam gastar 140 caracteres com uma empresa por R$ 2 mil.

A realidade é que, neste caso, vale mais o número de seguidores do que efetivamente o espaço que o jogador conquistou no time de Luiz Felipe Scolari. Ronaldinho Gaúcho não foi convocado, mas, com 9,02 milhões de fãs na rede social, já fechou negócio com cinco marcas diferentes. Denílson, aposentado do futebol há alguns anos e atual comentarista da Bandeirantes, vem a seguir, junto com Lucas, outro que está fora da Copa.

Neymar é um caso à parte. Ele é definitivamente o atleta mais caro para tuítes ou posts pagos, porque tanto é protagonista da seleção quanto tem invejáveis 10,6 milhões de seguidores no Twitter. Os perfis dele em redes também são os que têm mais propaganda, aparentemente. Mas não quer dizer que ele seja o jogador que mais vende esse tipo de acordo. O atacante tem mais de uma dúzia de patrocinadores pessoais, e esses contratos já preveem um certo número de tuitadas que promovam essas marcas. Não sobra tanto espaço para ações pontuais.

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Até agora, o único tuíte pago de Neymar foi para a Sadia. A marca de alimentos da Brasil Foods (BRF) fechou acordo com o atacante para que o filho dele, Davi Lucca, aparecesse em uma propaganda. O jogador mencionou o filho em um tuíte para promover a ação. Teve cerca de 1 mil de retuítes e outros 1,6 mil de "curtir", fora os milhões que o seguem.

Quem está por trás deste mercado?
Danilo Ricchetti, diretor da BrSports, é o responsável por fazer a ponte entre pessoas e marcas para posts pagos em mídias sociais. Primeiro, ele fechou parcerias com vários jogadores de futebol e atletas de outras modalidades. De jogadores da seleção brasileira a nadadores, skatistas e judocas. Depois, levou essa lista de agenciados para empresas como Unilever, Visa, Gol, TAM, Itaú, Sadia, Embratur e Ambev. Boa parte fechou negócio.

A poucas semanas do início da Copa, a maior parte da verba que empresas destinaram para o futebol já foi gasta – seja com patrocínios a atletas ou entidades, produção de comerciais e campanhas ou compra de mídia na TV. Mesmo entre multinacionais que receberam aportes das matrizes, os orçamentos estão quase esgotados. Quase. Ainda há dinheiro a ser investido, principalmente em ativação, e mídias sociais despontaram como uma alternativa “barata”.

“A gente enxergou uma grande oportunidade porque os valores são relativamente baixos, comparados a patrocínios ou campanhas de TV”, diz Ricchetti à Máquina do Esporte.

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