As jogadoras de futebol da Espanha decidiram interromper a greve que fez com que não houvesse rodada da Primera Iberdola, a primeira divisão do futebol feminino do país, no último final de semana. A trégua foi dada após a sinalização dos clubes de que aumentarão a remuneração das atletas. O novo prazo para a situação se resolver é o dia 20 de dezembro.

As jogadoras pedem que o salário mínimo passe a ser de € 20 mil ao ano, em vez dos € 16 mil atuais. Os clubes devem aceitar a nova condição. O impasse, agora, está na remuneração para quem tem contrato de tempo parcial de trabalho. Isso porque os clubes querem pagar um mínimo de € 8 mil, enquanto as atletas exigem que seja de € 12 mil.

Foto: Reprodução / Twitter (@PrimerIberdrola)

A Associação Espanhola de Futebolistas (AFE, na sigla em espanhol) ainda luta para que seus membros sejam reconhecidos contratualmente como profissionais em período integral, bem como tenham direito a um auxílio-maternidade, licença de férias e uma estrutura de licença por lesão a ser implementada em todos os clubes.

Por fim, a AFE pede que a rotina seja de 35 horas por semana em cálculo semestral e que o acordo cubra as jogadoras de futebol de equipes subsidiárias, desde que joguem quatro jogos consecutivos ou sete ao longo da temporada com a equipe profissional. Além disso, a associação quer que sejam concedidos bônus pelo tempo de permanência no clube, com 5% de aumento a cada dois anos que a atleta ficar no mesmo time, e € 10 mil caso se mantenha por seis anos.


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