Dirigentes olímpicos estendem faixa de Tóquio 2020

Os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 poderão gerar um impacto econômico de US$ 284 bilhões (cerca de R$ 894 bilhões) ao Japão durante um período de 18 anos, entre 2013 e 2030. A informação foi divulgada pelo governo de Tóquio nesta semana.

Os efeitos diretos, que incluem a construção e manutenção dos equipamentos esportivos, a gestão de eventos (incluindo segurança e transporte), os gastos dos visitantes e as campanhas de marketing dos patrocinadores estão avaliados em US$ 46 bilhões (R$ 144,8 bilhões).

Já os efeitos indiretos, estimados em US$ 238 bilhões (R$ 749 bilhões), incluem turismo pelo país, melhoria da infraestrutura de transporte e a utilização das instalações esportivas para a realização de outros eventos.

“Isso compreende também o aumento da clientela nos ginásios esportivos e do número de torcedores de diferentes esportes”, afirmou Tsutomu Kozaka, responsável pelo governo de Tóquio.

Segundo o estudo, a Olimpíada também irá gerar a criação de 1,94 milhões de vagas de emprego no Japão.

Após a euforia no país por conta da vitória na eleição do COI (Comitê Olímpico Internacional) em 2013, o governo japonês acumulou problemas. Um projeto inicial de estádio Olímpico foi abandonado por suspeita de corrupção e custos excessivos.

Yuriko Koike, nova governadora de Tóquio, eleita em 2016, prometeu vigilância contra gastos excessivos e construção de elefantes brancos.

O Japão pretende seguir o exemplo inglês com os Jogos de Londres 2012. Em 2013, o governo local anunciou estimativa de impacto econômico de 41 bilhões de libras (R$ 157 bilhões) com a Olimpíada até 2020.


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