Patrocinado pelo Banrisul desde 2001, o Grêmio inveja os valores de patrocínio de seus rivais, e pode criar um problema para o banco no próximo ano. De olho em um substancial aumento, o clube do Olímpico pretende inflacionar o mercado no Rio Grande do Sul com um novo contrato de um valor até quatro vezes maior que o do último compromisso. A idéia do Grêmio é acompanhar o crescimento do mercado esportivo. Enquanto clubes do eixo Rio-São Paulo chegam a ganhar R$ 16,5 milhões por temporada (valor do contrato entre Corinthians e Medial Saúde), os dois rivais de Porto Alegre ganham pouco mais de R$ 3 milhões cada, mesmo com resultados tão ou até mais expressivos. ?Há alguns anos Grêmio e Inter deviam para o Banrisul, que fez um contrato que abatia um valor da dívida. Naquela situação de dificuldade o acerto foi bom, mas hoje eles têm publicidade em todo o estádio, conta-corrente de todos funcionários. No fim eles até saem no lucro com a gente?, disse César Pacheco, vice-presidente de marketing do Grêmio. A insatisfação não é só tricolor. De acordo com o dirigente, Vitorio Píffero, presidente do Inter, já foi pleitear um aumento com o Banrisul, mas recebeu mais que um não como resposta. Além de negar o aumento do apoio, a entidade financeira ainda teria tripudiado com o fato de ser uma boa administradora, patrocinando os dois principais clubes do estado com apenas R$ 7 milhões anuais. A preocupação com valores, inclusive, não fica restrita à estampa principal da camisa.. Apesar de se dizer muito satisfeito com os serviços prestados pela Puma, o Grêmio ouve com atenção propostas como a da Olympikus. O baixo valor da multa rescisória pode atrair rivais da marca alemã. Na próxima quarta-feira, membros do clube gaúcho se reunirão com dirigentes da Puma para discutir, oficialmente, uma aproximação entre setores estratégicos das duas partes. Há a possibilidade, no entanto, de um aumento em valores do contrato, que vai até 2010, ser negociado.


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