O Fortaleza lançou, nesta quinta-feira (29), uma campanha contra a homofobia nos estádios do país. Por meio da hashtag #SomosPlurais, o clube quer conscientizar os torcedores para que deixem de fazer manifestações preconceituosas durante as partidas realizadas na Arena Castelão.

A campanha terá início neste domingo (1º), no jogo entre Fortaleza e Goiás, válido pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro. A ideia da equipe cearense é realizar ações nas partidas em casa e transformar a hashtag em uma ação permanente que estará presente em todos os jogos no telão da Arena Castelão, no kit de imprensa (press kit), em faixas e também nas redes sociais.

Foto: Divulgação / Fortaleza

"Vemos o Fortaleza como um clube plural, pois abrigamos as mais diferentes camadas sociais e culturais. A opção sexual é mais uma parte desta diversidade presente nos clubes de futebol. Queremos passar a mensagem de que o Fortaleza abraça todos os seus torcedores, independentemente de sua opção sexual", disse Marcello Desidério, vice-presidente do Fortaleza.

Vale lembrar que, após uma recomendação da Fifa e atualizações nas leis de homofobia e transfobia no Brasil, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou que os clubes poderão ser punidos com perda de três pontos em casos de gritos homofóbicos entoados nos estádios, sendo o dobro da pontuação para reincidentes.

Desta forma, atos de preconceito serão enquadrados como atitude indisciplinar, e árbitros e assistentes serão incentivados a agir contra os gritos e atitudes homofóbicas. Além da súmula, outros modos para identificar as injúrias poderão ser levados em conta com a análise sendo feita caso a caso.

No último final de semana, já houve um primeiro caso no futebol brasileiro. Na partida entre Vasco e São Paulo, no Estádio São Januário, no RJ, o árbitro Anderson Daronco interrompeu a partida por alguns minutos por conta de uma atitude homofóbica vinda de parte dos torcedores vascaínos. Em nota, o clube afirmou que, a partir de agora, promoverá ações para conscientizar seus torcedores, tentando evitar, assim, manifestações preconceituosas no estádio.

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Além do possível prejuízo a um clube dentro da competição, o Fortaleza ainda aproveitará a campanha para fazer um alerta para as situações de ódio geradas pelo preconceito e fazer com que os torcedores reflitam. Em seu vídeo institucional, o clube utilizou imagens e dados, como o de que um LGBT é morto a cada 23 horas no Brasil por conta da homofobia.


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