O Flamengo se adiantou e já está adequado à Medida Provisória 671, que propõe o refinanciamento de clubes com a condição de que eles entrem em um conjunto de regras de responsabilidade fiscal e administrativa. Agora, dirigentes do time carioca poderão ter que responder com os próprios bens em caso de comprovada má gestão.

Dessa maneira, o Flamengo tenta se proteger de futuras irresponsabilidades. Agora, qualquer membro eleito no clube que sonegar tributos poderá perder o mandato e ficar afastado da política flamenguista entre cinco e 15 anos.

Ficaram acertadas também outras três questões, descritas no site oficial do clube:

“Quem causar prejuízos e atos lesivos ao patrimônio e à imagem do Flamengo pode responder com bens particulares, mesmo após o término dos mandatos.”

“O orçamento passa a prever limitação de despesas, avaliação de metas, metodologias de cálculos, prospecções, além de relatórios de acompanhamento da execução.”

“Balancetes trimestrais e sua comparação com o orçamento passam a ser obrigatórios, assim como sua divulgação e das demonstrações contábeis e financeiras, pareceres etc.  Atualmente, a gestão rubro-negra já publica todas essas informações regularmente na seção de transparência do site.”

As regras foram aprovadas por unanimidade dentro do conselho do Flamengo. E essa foi uma das maiores vitórias do presidente Eduardo Bandeira de Mello, que assumiu o cargo em 2013. Seu mandato tem sido marcado pela insistência do discurso sobre austeridade financeira.

Nesse período, o clube conseguiu aumentar as receitas sem se comprometer com altos gastos. Em situação financeira delicada, o time se manteve sem grandes estrelas e sem grande destaque em campo. Nas receitas, por outro lado, o Flamengo atingiu a liderança no futebol brasileiro. 

Em comunicado, o dirigente sentenciou: “Essa é uma medida para proteger o Flamengo e é também uma forma de demonstrar que a gente dá o exemplo e que não defendemos as contrapartidas da medida provisória do esporte da boca para fora”.

 

Clubes recusam MP

Não são todos, no entanto, que pensam como o Flamengo. Em encontro com a CBF, os representantes dos 20 clubes da Série A refutaram as condições da Medida Provisória 671. Agora, a confederação brasileira deverá redigir um novo documento com as alterações propostas. O principal incômodo dos dirigentes é com o artigo 8º, que impõe uma conta centralizadora para o controle das dívidas dos times.  


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