Após um imbróglio que se arrasta desde a primeira semana de disputa da Copa do Mundo da Rússia, a Fifa anunciou nesta quinta-feira (12) que entrou na justiça saudita com uma ação contra a rede de televisão saudita BeoutQ. A acusação é de que a emissora pirateia o sinal dos jogos do Mundial para o país árabe.

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“A Fifa observou que a entidade pirata chamada BeoutQ continua a usar ilegalmente o sinal de transmissão da Copa do Mundo da Fifa de 2018. Assim, a Fifa contratou advogados para tomar medidas legais na Arábia Saudita e está trabalhando ao lado de outros proprietários de direitos esportivos que também foram afetados para proteger seu interesse”, afirmou a entidade, em um comunicado oficial.

Uma semana depois da acusação feita pela Fifa no início da Copa, foi a vez da Liberty Media, dona da Fórmula 1. Em seguida, a Uefa e a Federação Internacional de Tênis (ITF) também expressaram preocupação com a questão.

Para piorar, a Fifa ainda revelou que, pela primeira vez, reconhece o envolvimento da Arábia Saudita no caso. O governo saudita, no entanto, nega. O Ministério da Informação do país divulgou um comunicado na semana passada em que condena as sugestões de que foi cúmplice na operação do serviço.

Uma das principais vítimas da pirataria tem sido a BeIN Sports, emissora do governo do Qatar que detém os direitos exclusivos da Copa do Mundo e também da Fórmula 1 para a região do Oriente Médio e do Norte da África.

Como a Arábia Saudita e o Qatar não têm mais relações diplomáticas, a BeIN Sports, que transmitiria a Copa do Mundo para os sauditas, foi impedida de enviar o sinal dos jogos para o país que esteve no grupo A do Mundial. Dessa forma, o torneio não tinha como ser transmitido de forma oficial na Arábia Saudita, o que fez com que a BeoutQ oferecesse o mesmo conteúdo de maneira ilegal.


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