Carlos Nunes, presidente da CBB

Após a vergonhosa campanha das seleções masculina e feminina na primeira fase dos Jogos do Rio 2016, a CBB (Confederação Brasileira de Basquete) adicionou novo vexame nesta temporada: a entidade foi suspensa pela Fiba (Federação Internacional de Basquete) após reunião de seu Comitê Executivo.

Com a decisão, o Brasil está fora de torneios internacionais até 28 de janeiro de 2017, quando nova reunião irá reavaliar a situação.

 “Apesar do apoio e flexibilidade oferecidos pela Fiba em várias ocasiões antes dos Jogos Olímpicos do Rio 2016 – e que levou à criação recente do Grupo de Trabalho para a reorganização da Confederação Brasileira de Basquete (...), o Comitê Executivo admitiu que a CBB ainda precisa de uma reestruturação e atualmente não cumpre plenamente suas obrigações como federação nacional”, justificou a entidade em comunicado oficial.

Entre as falhas apontadas pela federação internacional estão a ausência em competições internacionais, a desistência a 20 dias do evento de sediar uma etapa do Circuito Mundial de basquete 3 x 3, o cancelamento de campeonatos brasileiros de base, a necessidade de interferência externa para financiar viagens de seleções brasileiras de base para torneios oficiais e atraso de pagamentos à Fiba.

Há dois meses, a federação nomeou Jose Luiz Saez, ex-presidente da federação espanhola, como interventor da Fiba na CBB, que acumula dívida de mais de R$ 17 milhões segundo balanço divulgado para o ano passado.

A confederação brasileira, por sua vez, disse estar surpresa com a decisão da Fiba. “No início do mês de novembro, a FIBA enviou ao Brasil o dirigente José Luis Saez que, durante reunião na CBB e demais encontros, em momento algum abordou a possibilidade de suspensão da entidade brasileira”, afirmou a entidade, em nota oficial.

Nesta quarta-feira (dia 16), a CBB afirmou que irá responder em mais detalhes à decisão da federação internacional. 


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