Após várias derrotas nos bastidores e perda de diversos contratos, a agência MP&Silva enfrentará na próxima quarta-feira (10) seu maior problema desde que seus imbróglios financeiros tiveram início. Isso porque a Federação Francesa de Tênis (FFT) fez uma petição para a dissolução da agência, que será ouvida daqui dois dias.

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A FFT é um dos detentores de direitos para quem a MP&Silva está devendo. A audiência na Suprema Corte de Londres pode até encerrar o negócio de propriedade das empresas chinesas Everbright e Baofeng. O caso será ouvido de acordo com a Lei de Insolvência de 1986 do Reino Unido.

A relação entre MP&Silva e FFT começou em 2012, quando as duas partes concordaram em uma parceria de cinco anos para os direitos de transmissão europeus de Roland Garros. O acordo foi posteriormente prorrogado até 2017, antes de uma nova adição que tornou o contrato válido até 2021. No entanto, os problemas financeiros da agência fizeram com que ela não efetuasse alguns pagamentos programados de taxas de direitos.

Vale lembrar que a MP&Silva tem sofrido com a derrocada dos investidores chineses que se tornaram donos da empresa. Em pouco mais de um mês, o Arsenal, a Federação Internacional de Handebol (IHF, na sigla em inglês) a Scottish Professional Football League (SPFL), liga profissional de futebol da Escócia, a Liga de Basquete da Espanha (ACB) e a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), que tinha assinado para a Copa América 2019, romperam seus contratos com a agência.

Além disso, no final de julho, a Lega Serie A, que faz a gestão da primeira divisão do futebol italiano, entrou na justiça contra a MP&Silva por direitos não pagos no valor total de 38 milhões de euros (cerca de R$ 168 milhões).


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