Com muito bom-humor, mas um toque de seriedade, a matriz da ESPN anunciou, na última semana, o resultado de seu ?Senso? esportivo da internet. Preenchido por cerca de 220 mil visitantes do site oficial da emissora, o formulário, que descobre até a porcentagem de ?fugas? do trabalho, atesta a força do amor pelo esporte, mas também atenta sobre os efeitos da crise financeira no público-alvo do mercado. A aferição, chamada de ?State of the Sports Union?, serviu para a rede de esportes mapear seus consumidores. O resultado, além de facilitar o estabelecimento de uma estratégia, ainda serve de barganha com os parceiros comerciais, principalmente no que diz respeito à fidelidade dos consumidores. Nada menos que 21,2% dos entrevistados declararam já ter fingido algum tipo de doença para comparecer a um evento esportivo, sendo que 1,3% do total utilizaram o expediente mais de quatro vezes no ano. Em outra pergunta, 73,1% disseram preferir um título do time de coração a uma noite de amor com os atores Angelina Jolie ou Brad Pitt. Nem todas as questões, no entanto, colocam o esporte acima de todas as preferências. Em uma das questões, 61,9% das pessoas negaram ter trocado uma noite de sexo para assistir a um evento esportivo, e 66% preferem um esportista de caráter a outro apenas talentoso. Sobraram, ainda, críticas veladas aos gastos feitos no setor. Em uma das perguntas com mais opções, 35,1% dos entrevistados disseram que a mudança que mais gostariam de ver no mundo esportivo era a imposição de um teto salarial para a Major League Baseball. Outros 8,7% queriam a mesma medida para o esporte universitário, com 6,8% pedindo testes anti-doping mais duros. Para o mercado, e para a própria ESPN, a questão mais assustadora foi aquela que projetou os gastos com o setor para o próximo ano. Apenas 8,8% dos entrevistados pensam em investir mais em esportes que em 2008, contra 63,7% que querem manter o tíquete e 27,5% que pretendem reduzi-lo, em decorrência da crise financeira mundial.


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