O projeto já completou cinco anos dentro da ESPN, mas só ganhou corpo neste ano, com a parceria com algumas operadoras menores. Na quinta-feira, a emissora pôde ver o plano mais consolidado, com o primeiro contrato com uma grande empresa do segmento, a Oi.

A operadora anunciou que irá oferecer conteúdo de diversos canais para seus clientes de banda larga, com transmissão via internet, o streaming, mesmo sem a assinatura de TV. O acordo inclui emissoras como HBO, Fox e Sony, e a ESPN surge como o braço esportivo da nova iniciativa. Quem fechar o serviço terá a plataforma Watch ESPN liberada, no site e no aplicativo.

Para a ESPN, o retorno financeiro vem de forma semelhante ao que acontece com a televisão por assinatura. Na prática, a emissora passará a ter assinantes de sua plataforma de streaming. A expectativa é que até o fim deste ano uma nova grande operadora de internet banda larga seja anunciada com um projeto semelhante.

Além de uma base maior de assinantes, a emissora do grupo Disney espera que os novos telespectadores decidam, no futuro, migrar para a programação de televisão por assinatura. Um teste recente com telespectadores é usado como exemplo do quão efetivo o Watch ESPN pode ser para angariar clientes com um tíquete médio mais alto.

“Nós pegamos alguns programas do All Star Games e entregamos para o assinante, de graça, por uma semana. No fim de semana, não falamos nada, apenas demos a possibilidade de o telespectador comprar o jogo pelo controle remoto. Seiscentas pessoas compraram na hora”, contou à Máquina do Esporte o vice-presidente de afiliadas da ESPN, Marcelo Zeni.

Para a emissora, há grupos de consumidores que conhecem o serviço oferecido pela ESPN, mas que não necessariamente sabe o valor de seu conteúdo. A liberação do Watch colocará as produções do canal em contato direito com o potencial cliente. E ainda fará com que a informação chegue de maneira segmentada. É o que Zeni chama de “cauda longa”, termo surgido na última década para se referir à amplitude de produtos oferecidos por ferramentas online.

“Nós criamos um portfólio, uma sequência de venda. Não simplesmente para um jogo. Ele assiste a uma partida de tênis e tem mais uma série de material sobre o mesmo tema”, exaltou Marcelo Zeni. 


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