Na quarta-feira, foi celebrado mais um Dia do Orgulho LGBTI. E, neste ano, o movimento teve um amplo apoio de entidades esportivas. Foi, possivelmente, o ano em que o segmento mais abraçou a causa, no Brasil e no mundo.

E, para dar mais peso às manifestações dentro do mundo esportivo, ao longo do dia os votos de apoio partiram de diversas frentes do segmento. Mídia, federações, clubes e até grupos de torcedores mostraram iniciativas contra a homofobia no esporte.

O Comitê Olímpico Internacional divulgou, em seu canal online, um vídeo sobre atletas transexuais. São cinco episódios, em série chamada “Identidade”, que mostram a história de nomes do esporte que enfrentaram a questão. A ideia é mostrar como o esporte os ajudou a se autoconhecer.

Entre as marcas, a Nike celebrou a data com a ideia “Igualdade: celebrando as diferenças e inspirando mudanças por meio do poder do esporte”. A empresa gravou um vídeo com uma transexual, além de ter lançado produtos com as cores do arco-íris e expressões como “igualdade” ou “seja verdadeiro”.

Nos clubes, as redes sociais foram usadas para manifestações. O Internacional, por exemplo, soltou a mensagem “Ame quem você quiser e leve sempre o amor pelo Inter no coração”.

Nos veículos de imprensa, a ESPN foi quem se manifestou com maior entusiasmo. A emissora lançou uma série de reportagem sobre a “LGBTfobia” no futebol. Chamado de “Futebol fora do armário”, o programa mostra a dificuldade de torcedores em um meio ainda predominantemente machista. 

A empresa, inclusive, foi além. Na quarta-feira, o vice-presidente de jornalismo da emissora, João Palomino, lançou um editorial no site da ESPN para falar sobre o assunto. “Por que num mundo em que pedimos igualdade, esta igualdade não pode estender-se às orientações de cada um?”, questionou o jornalista.

Mas o ambiente mais polêmico permanece com torcedores e, mesmo em um ambiente ainda hostil às diversidades, houve indícios de avanços. A torcida organizada Mancha Alviverde, do Palmeiras, já havia afirmado que iria abolir os gritos de “bicha” nos tiros de metas.

Entre coletivos menores de torcedores, também houve manifestações. A Nação Rubro-Negra nº 12, do Flamengo, resolveu banir os gritos homofóbicos dirigidos à torcida do Fluminense. 


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