O novo CEO do São Paulo, Alex Bourgeois, reuniu o conselho do clube na noite da última terça-feira para explicar suas últimas ações como gestor da equipe paulistana. Basicamente, o executivo suspendeu uma série de contratos firmado nos últimos anos, a fim de renegociá-los um a um.

Apontado como clube-modelo por décadas, o São Paulo tem dívida de R$ 270 milhões para administrar, segundo o presidente Carlos Miguel Aidar. A chegada de Bourgeois procura estancar os principais problemas de caixa.

A medida inicial de “salvação” foi romper todos os pagamentos previstos. Na sexta-feira, o presidente do conselho, Carlos Augusto de Barros e Silva, foi informado por Aidar de que os cortes seriam feitos. Na ocasião, apenas a diretoria do clube sabia dos planos.

Entre os contratos suspensos, está a comissão pelo patrocínio da Under Armour. Pelo acordo, uma agência com sede em Hong Kong, a Far East, tem direito a R$ 18 milhões pela intermediação do contrato de cinco anos.

Oposicionistas do clube chegaram a questionar o porquê de a diretoria ter conseguido simplesmente ignorar um contrato com valores tão alto, mas, segundo a situação, o plano é apenas revisar cada um dos acordos assinados.

Não serão apenas despesas que serão reavaliadas. Segundo apurou a Máquina do Esporte, alguns contratos também serão revistos. É o caso do Habib’s, que fornece a alimentação do Morumbi até 2017. Bourgeois pretende tornar o acordo mais rentável ao clube.

Uma das soluções, também apresentada na reunião de ontem, foi o Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDIC), que promete recolher R$ 100 milhões de investidores, com a promessa de retorno de 120%.

Na prática, no entanto, o que o clube tem feito é vender jovens promessas. Ontem o meia Boschilia foi negociado com o Monaco, da França, por € 10 milhões.


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