A Copa do Mundo chegou ao final há menos de dez dias. E como já é praxe, assim que o maior evento de futebol do mundo termina, o assunto automaticamente passa a ser a próxima edição dos Jogos Olímpicos. Nesta terça-feira (24), faltam exatos dois anos para o início de Tóquio 2020, e a nova gestão do Comitê Olímpico do Brasil (COB) quer que as confederações cheguem lá com seus esportes mais próximos do público brasileiro.

O COB ofereceu às confederações a oportunidade da elaboração de um plano de branding junto às agências de design já contratadas pela própria entidade. A ideia faz parte da estratégia do COB de auxiliar as confederações em diversas áreas, como gestão, marketing e a própria parte esportiva. O pagamento dessas agências foi feito com a verba das confederações que se interessaram pelo projeto.

Confederações seguem o que fez o próprio COB a partir de setembro de 2014. Foto: Reprodução / COB

“A escolha das agências por parte do COB foi feita com um edital público e é um processo demorado. Para facilitar a vida das confederações, negociamos um valor mais baixo e oferecemos a oportunidade. Algumas não se interessaram, outras não tinham verba para isso no momento e outras, como judô e vôlei, já têm um trabalho em cima disso pronto ou em andamento”, afirmou Miriam D’Agostini, gerente de marketing do COB, em entrevista à Máquina do Esporte.

Entre todas as confederações, seis abraçaram a ideia. Badminton, Basquete, Hipismo, Levantamento de Peso, Tênis e Tiro com Arco foram, então, divididos entre as agências parceiras do COB, a Redondo e a Saravah, e o processo está em andamento. A ideia é dar uma oportunidade para capitalizar o que cada marca tem de único e criar uma nova identidade visual para cada confederação, sempre pensando em agregar valor e atrair novos parceiros comerciais.

“De um modo geral, percebemos que as confederações estão seguindo a linha do que o próprio COB fez. Em setembro de 2014, lançamos a Time Brasil, nossa marca que ‘conversa’ com o público externo. O passo seguinte foi a criação de uma mascote, o Ginga, em julho de 2015. Depois, começamos a fazer campanhas publicitárias e eventos para gerar experiências ao público, além de criar produtos para serem comercializados”, explicou Miriam D’Agostini.

O caminho é uma tendência vista em comitês de países que são potências olímpicas, como Estados Unidos (Team USA) e Grã-Bretanha (Team GB) e outros, como Itália, Chile e Paraguai.

Foto: Divulgação / COB

Até o momento, a mais adiantada das seis confederações é a do badminton. Uma marca para “conversar” com o público externo, a Badminton Brasil, já foi criada, e a confederação já trabalha na confecção de produtos como canecas, camisas, ímãs, chaveiros e garrafinhas d’água com a marca.

“O COB pode e deve auxiliar e trabalhar na integração e colaboração com as confederações. Dar a oportunidade para que todas façam esse trabalho de identidade visual neste ciclo olímpico é também pensar no futuro de cada uma, inclusive aquelas que nem possuem um departamento de marketing dedicado. Hoje, a realidade das confederações ainda é muito diferente, mas esperamos que, lá na frente, todas tenham um mesmo nível de entrega, parceiros e pacotes comerciais”, concluiu a gerente de marketing do COB.


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