Alguns dos patrocinadores da Copa do Mundo e da seleção brasileira têm tido audiências no YouTube que deixam bem para trás os mais populares “influenciadores” da rede social de vídeos do Google. E o gerador disso é justamente o conteúdo relacionado ao Mundial, com músicas e documentários, além do formato mais tradicional de publicidade.

O maior exemplo dessa estratégia está no Itaú, banco que dá suporte à seleção brasileira. A nova música “Mostra tua força, Brasil”, uma releitura da canção que embalou a publicidade da empresa na Copa do Mundo de 2014, chegou a 49 milhões de visualizações.

Foto: Reprodução / YouTube (Itaú)

Segundo um estudo da consultoria Airfluencers, as interações no canal tiveram um aumento de 1.387% desde o lançamento do vídeo, o que tornou o clipe o conteúdo relacionado à Copa do Mundo com maior engajamento em todo o planeta, quando o assunto é o YouTube. E o sucesso também seguiu em outras redes sociais: foram quase 100 mil citações no Twitter com a hashtag “#MostraTuaForça”.

Toda o impulso recebido na Copa do Mundo deixará um legado para a marca no meio on-line. Nos últimos 90 dias, o canal do Itaú no YouTube teve um aumento de 18% no número de internautas inscritos.

Ainda que o Itaú seja o caso mais notável, outras marcas tiveram caminhos semelhantes. A Nike teve 20 milhões de visualizações com o vídeo “Vai na brasileiragem”. A Coca-Cola perguntou “quem dá o gás?” no YouTube e teve 24 milhões de visualizações. O Guaraná Antarctica mostrou o bairro Jardim Peri, onde nasceu Gabriel Jesus, e conseguiu 17,5 milhões de visualizações.

Em outras marcas, o comportamento é o mesmo. A Coca-Cola, por exemplo, teve um aumento de 3.573% nas interações nos últimos 90 dias. De forma geral, a Copa do Mundo tem gerado a essas marcas um engajamento fora da curva nas redes sociais e, principalmente, no YouTube.

Há, no entanto, uma ponderação que não pode ser ignorada. Ainda que esses números não sejam revelados pelas companhias, há uma grande parcela de audiência que chega por meio de inserções pagas no YouTube. Diferentemente dos influenciadores de vídeos, dificilmente as marcas têm sucesso de modo orgânico.

O vídeo do Itaú pode ser usado como exemplo. Com 49 milhões de visualizações, ele tem 196 mil “curtidas”. O último vídeo de Whindersson Nunes, o mais popular youtuber do país, tem 3,8 milhões de visualizações, com 864 mil “curtidas”. Ser viral de forma orgânica é muito mais difícil, mas gera um engajamento muito maior.


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