Após uma esteticamente questionável festa de abertura em 2014, a Copa do Mundo voltou neste ano com um show de 30 minutos do cantor inglês Robbie Williams e bem distante de maiores polêmicas, especialmente em termos políticos. O presidente russo, Vladimir Putin, teve destaque no evento, mas longe das vaias que impediram Dilma Rousseff discursar há quatro anos.

O discurso de Putin foi, na verdade, bastante aplaudido. Com semblante menos sério do que o costume, o presidente fez discurso amistoso, dizendo “amar” receber o público. “Nós temos que defender essa força do futebol para as novas gerações. Temos que defender também a compreensão entre os povos”, afirmou.

Em seguida, foi a vez do presidente da Fifa, Gianni Infantino, fazer seu discurso protocolar. E em nada lembrou as aparições discretas de Joseph Blatter na Arena Corinthians, há quatro anos, quando o dirigente também sofreu com as vaias.

Putin ainda ganhou protagonismo posteriormente, quando fez, sem querer, o técnico da Rússia interromper a coletiva de imprensa após a goleada sobre a Arábia Saudita. O presidente russo ligou para o celular do treinador para parabeniza-lo. “Ele me pediu para jogar assim”, confessou Stanislav Cherchesov.

No show de abertura, houve uma série de referências à Rússia, da soprano Aida Garifullina a uma encenação de bola que caia do espaço, em lembrança ao programa espacial do país, um dos orgulhos do povo russo. Não houve, por outro lado, um tom nacionalista exacerbado. Uma amostra da preocupação em ser internacional foi a presença do brasileiro Ronaldo nos gramados de Moscou.

O ponto mais perto de polêmica da abertura foi uma atitude do cantor Robbie Williams, que apontou o dedo do meio para a câmera em meio à sua apresentação na cerimônia russa. Aparentemente, nada que tenha alterado o humor de Putin.   


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