A Copa do Brasil foi um enorme sucesso em Belo Horizonte. Pelo menos para a televisão. A partida teve recorde de Ibope da Globo, em números que superaram até mesmo o pico da novela das 21 horas.

Foram 50 pontos de média na audiência na partida entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, com participação de 73% das televisões ligadas. Em 2014, o recorde da Globo em Belo Horizonte era da novela Amor à Vida, com 48,2 pontos. Nem mesmo a Copa do Mundo foi páreo para a final entre os rivais de Minas Gerais.

Quem viu essa comoção na cidade pela partida certamente estranhou o enorme espaço sem público que pôde ser visto no Mineirão durante a final. Apesar da alta renda de R$ 7,8 milhões, o público esteve distante da capacidade máxima da arena mineira; estiveram presentes 39,7 mil pagantes entre os 60 mil ingressos colocados à venda.

O principal problema foi a área em que a renda é destinada à concessionária do Mineirão, a Minas Arena. Pelo acordo com o Cruzeiro, o local, o mais nobre do estádio, é de controle da empresa. Ainda assim, o preço foi determinado pelo clube, que exigiu R$ 1 mil por torcedor.

Na renda, a partida alcançou a terceira posição entre as maiores bilheterias da história do país, perdendo apenas para a final da Copa do Brasil de 2013 e a final da Libertadores do mesmo ano.

Para a multidão que viu as cadeiras vazias pela televisão, certamente sobrou frustração. 


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