Sobreviventes de voo erguem troféu da Sul-Americana

A Chapecoense é o primeiro clube brasileiro que retirou a Caixa do espaço de patrocinador máster. O time acertou seu acordo principal com o frigorífico Aurora. O valor do aporte será de R$ 4,5 milhões, mais do que o banco estatal pagou ao clube em 2016.

Apesar disso, o banco não deve desaparecer do uniforme do time. “Há negociações com a Caixa sim. Eles estão estudando a questão da Chape ainda para participar da nossa camisa. Está com a Caixa essa questão. Estamos aguardando”, afirmou João David De Nes, diretor de marketing da Chapecoense.

Com um aporte maior, a equipe estuda com a nova patrocinadora máster a realização de ativações. “A Aurora tem possibilidade de [fazer] algo com produtos. Está em estudo ainda, nada de concreto”, contou João.

Entre as iniciativas também estão ações conjuntas para turbinar o programa de sócio-torcedor. Atualmente, a Chapecoense conta com 25.144 associados, sendo o 12º colocado no Torcedômetro, ranking que mede o número de integrantes do programa de cada clube do país. “Isso também está em fase de estudo e planejamento”, disse o executivo.

No final de 2016, a tragédia aérea que matou 71 pessoas comoveu o mundo e fez a Chapecoense adquirir visibilidade global. Segundo estudo do site alemão Result Sports, especializado em análises de marketing no futebol, o clube foi o 12º no mundo que mais aumentou o número de seguidores no ano passado, sendo o primeiro não-europeu. Foram 4.880.077 novos fãs contando Facebook, Instagram, YouTube e Twitter, entre outras redes.

Além da boa presença digital, a Chapecoense neste ano irá disputar muitos torneios importantes: Campeonato Catarinense, Brasileirão, Primeira Liga, Copa Libertadores, Copa do Brasil e Recopa Sul-Americana. Nessa última, terá um reencontro contra o Atlético Nacional de Medellín, que seria seu rival na Copa Sul-Americana de 2016, em jogo que não ocorreu. Outro compromisso é o Troféu Joan Gamper, contra o Barcelona, em agosto.

O processo de internacionalização da marca também passa por conversas com o Qatar. Durante o período de homenagens aos mortos do voo da Chapecoense, o xeque Hamad Bin Khalifa Bin Ahmad Al Thani, presidente da federação qatari, esteve no país.

“Não foi negociado nada [em relação a patrocínio]. Estamos numa relação bacana que pode render bons frutos de intercâmbio, experiências, entre outros”, contou João.


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