A eliminação da Espanha nas oitavas de final da Copa do Mundo Feminina deve se tornar um pequeno problema a ser resolvido pela Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF). Os clubes que disputam a Liga Iberdrola, principal competição de futebol feminino do país, devem iniciar uma rebelião para tirar da federação o direito de organização do torneio e repassá-lo aos clubes.

Nas próximas semanas, um grupo formado pelos times que jogam a liga nacional vai protocolar um pedido ao Conselho Superior de Esportes, exigindo que a RFEF deixe de ter os direitos comerciais da competição. Segundo os clubes, essa mudança levaria à profissionalização do esporte e permitiria que o salário mínimo anual das atletas saltasse dos atuais € 14 mil exigidos por lei para € 20 mil.

Foto: Reprodução / LaLiga

"Não dá para entender como os clubes devam assumir uma série de obrigações sem ter qualquer controle sobre os direitos econômicos ou a organização da competição", disseram os clubes, em comunicado para a imprensa, para continuar:

"O crescimento do futebol feminino desde 2015 é fruto de uma aposta feita pelos clubes, com a ajuda decisiva da Iberdrola, da Mediapro e da LaLiga".

A situação ficou ainda mais insustentável depois que a RFEF anunciou que apenas € 950 mil dos € 20 milhões que serão investidos no futebol feminino na próxima temporada serão destinados para os clubes da Liga Iberdrola. O restante do dinheiro deverá financiar as seleções espanholas da modalidade. 

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Os clubes reivindicam assumir o controle comercial da competição, como acontece com a LaLiga no masculino. Porém, a palavra final sobre como será a gestão do torneio, se o conselho de esportes assim permitir, será ainda da federação. 


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