Ainda falta mais de uma semana e meia para a disputa do Super Bowl LIII entre New England Patriots e Los Angeles Rams, mas as polêmicas em torno do jogo já começaram. Dessa vez, no entanto, não há nada entre jogadores, técnicos ou algum personagem principal da partida. A polêmica envolve, na verdade, um anunciante e uma emissora de televisão.

De acordo com o site do USA Today, a CBS, que detém os direitos de transmissão do evento esportivo mais assistido do ano, vetou categoricamente um anúncio elaborado pela Acreage Holdings, empresa que atua no cultivo, processamento e distribuição de maconha para uso medicinal.

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Segundo a empresa, os rascunhos do anúncio enviados para a emissora foram respondidos com um e-mail "curto e grosso" com os dizeres: "A CBS não aceitará nenhum anúncio de maconha medicinal neste momento". Um porta-voz da emissora afirmou ao USA Today que falar sobre maconha não está de acordo com os padrões de transmissão da CBS.

No comercial de 60 segundos, a Acreage mostraria três pessoas que sofrem de problemas de saúde variados que contam como o uso da maconha medicinal melhorou suas respectivas qualidades de vida. A versão inacabada tem um menino do Colorado que sofre de síndrome de Dravet. Sua mãe diz que ele tinha diversas convulsões por dia e que a maconha medicinal salvou sua vida. Além disso, um homem de Buffalo diz que a maconha medicinal lhe devolveu a vida após três cirurgias nas costas e 15 anos tomando opiáceos, e um homem de Oakland, que perdeu parte de uma perna no serviço militar, revela que sua dor era insuportável até começar a usar a maconha medicinal.

"Não estamos particularmente surpresos que a CBS e/ou a NFL tenham rejeitado o conteúdo. Uma das partes mais difíceis sobre este negócio é a ambiguidade em que operamos. Fazemos o melhor que podemos para navegar em um complexo tecido de políticas estaduais e federais, muitas das quais conflitam", disparou George Allen, presidente da Acreage.

"É um anúncio de serviço público muito mais do que propaganda. Não estamos comercializando nenhum de nossos produtos ou varejo neste ponto", defendeu-se Harris Damashek, diretor de marketing da Acreage.

Vale ressaltar que 30 dos 50 Estados americanos e também o Distrito de Columbia permitem diferentes formas de uso da maconha, enquanto o governo federal a classifica como uma droga da Classe I sob a Lei de Substâncias Controladas.

Após o veto, a Acreage divulgou que pretende postar o anúncio on-line em suas redes sociais quando ficar pronto para que as pessoas possam vê-lo, mesmo que não haja a visibilidade que haveria no Super Bowl.

De acordo com o USA Today, a CBS está cobrando uma média de US$ 5,2 milhões por um anúncio de 30 segundos para a partida marcada para o dia 3 de fevereiro. Ou seja, a emissora abriu mão de algo em torno de US$ 10,4 milhões ao vetar o anúncio da Acreage Holdings.


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