O atletismo é a mais tradicional modalidade olímpica e, ao longo do último século, jamais perdeu seu protagonismo nos Jogos. Mas foi com Usain Bolt que ele teve seu grande salto de mercado. O jamaicano, agora aposentado, subiu o patamar de sua categoria ao se tornar um dos maiores ídolos do esporte contemporâneo. 

Com nove medalhas de ouro em Jogos Olímpicos, Bolt conquistou o público e as marcas com carisma e performance esportiva jamais vista. Seu status no atletismo pode ser medido com a diferença entre o que ele ganhou em premiação em 2016, US$ 2,2 milhões, e o quanto ele recebeu de patrocínio no mesmo período, US$ 32 milhões.

A própria participação do atleta no Mundial de Atletismo é reveladora de sua importância no esporte. Bolt queria ter se aposentado após os Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro, mas o jamaicano afirmou publicamente: a Puma pediu para ele permanecer na ativa por mais um ano.

A marca alemã é a principal patrocinadora de Bolt. Por ano, são cerca de US$ 10 milhões investidos no corredor. Segundo o jornal inglês Daily Mail, até a possibilidade de a empresa perder o patrocínio do Arsenal para a Adidas pesou no pedido. A companhia teria o temor em ter ainda menos visibilidade com a aposentadoria do campeão olímpico.

A importância de Bolt para a Puma é tamanha que, mesmo após a aposentadoria, a empresa já anunciou que manterá o patrocínio. O jamaicano ganhará no mínimo US$ 4 milhões ao ano da empresa, sem considerar venda de produtos licenciados. Agora, até cargo executivo o atleta poderá receber.

A Puma não deverá ser a única a sentir a aposentadoria de Bolt. O agora ex-atleta conta com mais de uma dúzia de patrocinadores, como Gatorade, Hublot e Gibson. Nesta semana, um dos patrocinadores do jamaicano, a Advil, já anunciou uma ativação no Brasil, com uma corrida entre convidados e jornalistas, além da apresentação de um estudo. A marca da Pfizer ignora o fim da carreira esportiva de seu patrocinado.

Ação no Brasil, por sinal, não é exceção na vida de Bolt, o que demonstra seu apelo global. O ex-atleta já teve patrocínio brasileiro, com o Banco Original, e já correu mais de uma vez nas praias do Rio de Janeiro, graças a uma ativação da Nissan, que montou uma pista em Copacabana para o então corredor.


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