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O ano de 2017 é daqueles para a Puma esquecer. Um mês depois de assistir à eliminação de sua principal seleção, a Itália, na repescagem para a Copa do Mundo da Rússia, a marca alemã assistiu à queda de todos os seus patrocinados na fase de grupos da Liga dos Campeões. No sorteio dos confrontos das oitavas de final, nesta segunda-feira (11), nada de Puma.

A esperança da marca, na verdade, se concentrava em apenas um clube, o compatriota Borussia Dortmund. Isso, por si só, já demonstra a falta de força da Puma no atual cenário do futebol europeu. Afinal, de 32 clubes, a marca só tinha um como parceiro.

Porém, havia a esperança de que o tradicional time de Dortmund fosse longe na competição, o que daria um respiro à marca. Não foi o que aconteceu. O clube deu vexame e conquistou apenas dois pontos em um grupo que teve como classificados Tottenham e Real Madrid.

Agora, sem representantes na principal competição de clubes do mundo e com sua principal seleção fora da próxima Copa, os olhos da Puma se voltam para Uruguai e Suíça, as duas únicas seleções parceiras da marca na Rússia 2018. Para se ter uma ideia da disparidade, a Adidas terá 12 representantes no Mundial, enquanto a Nike terá 10 seleções.

Adidas e Nike, aliás, também dominam completamente os 16 clubes classificados para as oitavas de final da Liga dos Campeões. A Nike tem sete representantes, um a mais que a arquirrival Adidas. Os três restantes são patrocinados pela surpreendente New Balance.

De volta ao assunto Puma, a marca alemã vem tentando dar uma resposta a essa série de reveses. Em novembro, anunciou que substituirá a Adidas como patrocinadora da seleção de Israel e ainda teve uma notícia veiculada pelo jornal britânico Daily Mail de que estaria fazendo uma proposta de 56 milhões de euros para barrar a Nike e vestir o Manchester City a partir da próxima temporada.

No entanto, também no mês passado, a imprensa alemã chegou a especular que a marca poderia até ser colocada à venda em breve. O motivo seria a concorrência cada vez mais difícil com as gigantes Nike e Adidas, o crescimento de marcas não europeias como a Under Armour na Europa e o ressurgimento da New Balance no cenário do futebol internacional.


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