Assolada recentemente por denúncias de corrupção, a Fifa perdeu mais três patrocinadores neste início de ano. Castrol, Continental e Johnson & Johnson decidiram não renovar seus compromissos com a entidade que comanda o futebol para a Copa do Mundo da Rússia, em 2018.Há vários questionamentos sobre a lisura do processo que elegeu Rússia e Qatar sede das duas próximas Copas do Mundo.

Segundo a Fifa, a saída de parceiros comerciais após um Mundial é comum. As três empresas estão na lista de oito patrocinadores de segundo escalão, que juntos forneceram US$ 524 milhões para a Copa do Mundo de 2014. O torneio disputado no Brasil arrecadou mais de US$ 4 bilhões para os cofres da Fifa.

Além das três empresas, a Fifa também perdeu dois patrocinadores de primeiro nível, Emirates e Sony, que já haviam anunciado o fim de seus compromissos com a entidade. “As mudanças ao final de um ciclo são comuns nos negócios relacionados ao esporte. É natural que as empresas reavaliem seus patrocínios com mudanças de estratégias”, afirmou Thierry Weil, diretor de comercialização da Fifa.

Apesar da fuga de patrocinadores, a Fifa prevê arrecadar US$ 5 bilhões com o Mundial-2018 graças a melhores contratos de transmissão de TV e uma nova estratégia comercial da entidade, que prevê incluir mais patrocinadores para o torneio.

Para o lugar de Sony e Emirates, a Fifa negocia com Samsung e Qatar Airways. A Gazprom, empresa de energia russa, também assinou contrato de primeiro nível para o próximo Mundial.

Weil disse que estão em “avançadas negociações” com possíveis parceiros para a Copa do Mundo de 2018. A Fifa planeja 20 patrocinadores de terceiro nível, com contratos regionais em vez de oito patrocinadores nacionais do país-sede. Dos oito patrocinadores de segundo nível, Budweiser e McDonalds já renovaram para 2018. 


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