A CBF definiu que a agência SportPromotion International, um consórcio formado pela SportPromotion, do Brasil, e a Ecotonian, fundo de investimento inglês, vai comercializar as placas de publicidade estática do Brasileirão da Série A pelos próximos cinco anos. Agora, a agência mira um segundo acordo, com cada um dos clubes, para poder assumir a gestão de todas as propriedades de arena dos estádios e, assim, modernizar comercialmente o torneio.

A promessa da agência é criar opções mais bem definidas para os patrocinadores, por meio de uma parceria direta com os clubes. O trunfo da SportPromotion é já ter como clientes Corinthians e Flamengo. Os dois já haviam assinado com a empresa antes mesmo de a licitação da CBF para a venda de placas ter sido definida.

O projeto da agência é, tendo acordo com os times, realizar não apenas a venda da placa de publicidade mas também "ações de ativação em campo, nas redes sociais, branding, promoções, relações públicas e relações institucionais".

Foto: Lucas Figueiredo / CBF 

O ponto central é alavancar as receitas do torneio e dos clubes com a disputa. Segundo a agência, os jogos do Brasileirão geram US$ 250 milhões (cerca de R$ 950 milhões) no chamado "matchday", que envolve todas as propriedades das arenas durante as partidas. Com a novas ações, o objetivo é subir esse número.

A quantia parece alta, mas coloca o Brasileirão na décima posição entre as principais ligas nacionais do mundo. O torneio, no entanto, está no maior mercado de futebol fora da Europa, atrás apenas das cinco principais disputas do Velho Continente (Inglaterra, Espanha, Alemanha, Itália e França). No mercado global, as receitas das ligas nos "matchdays" geram US$ 50 bilhões todos os anos.

"A proposta escolhida pelos clubes estabelece um novo patamar na relação entre marcas e propriedades esportivas, uma parceria com o claro objetivo de alterar o cenário do marketing esportivo nacional", afirmou a agência, em nota.

Na noite desta terça-feira (12), a CBF anunciou que a agência venceu a concorrência. Segundo a entidade, 19 empresas foram contactadas para participar da licitação (a CBF não informa quantas mandaram propostas). Apesar do acerto, a SportPromotion não poderá vender o title sponsor do torneio. A propriedade já foi vendida pela CBF para o atacadista Assaí. A placa da empresa ficará no centro do gramado.

Pelo acordo, porém, a empresa do grupo Pão de Açúcar não pode realizar ações além da exposição da placa. É exatamente isso que a nova dona dos direitos de publicidade tenta mudar nos acordos individuais que buscará com os clubes.


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