O fim de tarde foi movimentado no futebol brasileiro. Horas depois de a CBF vetar oficialmente a Liga Sul-Minas-Rio em 2016, a Primeira Liga contra-atacou e assegurou o início do torneio para esta quarta-feira, dia 27 de janeiro.

Em nota assinada pelo presidente da entidade, o cruzeirense Gilvan de Pinho Tavares, a Primeira Liga assegura a legalidade do torneio e afirma que os 15 integrantes seguem “com o firme propósito” de disputar a competição.

Anteriormente, os dirigentes chegaram, inclusive, a prometer um boicote coletivo ao Campeonato Brasileiro de 2016 caso a CBF e Ferj sancionassem, de alguma forma, os clubes envolvidos.

O principal entrave para selar a paz nestes termos, neste momento, é o contrato já assinado com a Rede Globo por R$ 5 milhões., mais as despesas dos times visitantes, conforme revelou a coluna Painel FC, da Folha de S.Paulo. Com a imposição da Ferj, a emissora não contaria com o calendário completo do torneio.

Na semana passada, Feldman disse à Máquina do Esporte que a CBF não daria o seu aval para a Liga Sul-Minas-Rio em 2016, apesar de considerá-la legítima em função da Lei Pelé.

“Não podemos autorizar um torneio que tem muitos conflitos para a sua realização, desde questões estatutárias até o respeito ao calendário. Neste momento, não há uma lacuna na agenda do futebol brasileiro que permita a realização da Liga Sul-Minas-Rio neste ano”, afirma o dirigente.

“Pela Lei Pelé, a Liga tem o direito de existir, mas sem o aval da CBF ela não é oficial. O pássaro pode se casar com o peixe, mas precisa saber onde fazer o seu ninho”, filosofou Feldman.

Leia na íntegra a nota da Primeira Liga

Com referência a Resolução de Diretoria publicada no dia de hoje pela CBF, informamos que ela em nada afeta a preparação e organização da Primeira Liga para os jogos desta quarta e quinta-feira. Como já extensamente explicado pela Primeira Liga, a entidade mantém uma posição jurídica e desportiva de independência das federações e da CBF, com base nos arts. 16 e 20 da Lei Pelé. Como consequência disto, não existe a necessidade legal de buscar-se prévia autorização para a realização dos jogos que estão programados até o dia 31 de março.

A Primeira Liga e seus 15 integrantes vem sendo constantemente prejudicados comercialmente por sucessivas tentativas de intervenção e proibição de seus jogos. Tentamos dialogar a fim de buscar uma solução e inclusive havíamos recebido de parte da CBF, em mais de uma ocasião, uma garantia de não intervenção na Primeira Liga, o que hoje mostrou-se não ser verdade.

À Primeira Liga interessa dar uma resposta ao torcedor, que é o real motor do futebol nacional. Aguardamos todos os torcedores apaixonados por futebol em um dos 6 estádios que nesta quarta e quinta sediarão a nossa rodada inicial.

Independentemente de tudo isto, a Primeira Liga segue aberta ao diálogo com vistas ao enquadramento da competição no calendário oficial da CBF em 2017.


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