A Adidas divulgou detalhes sobre resultados do primeiro semestre de 2014 e, apesar da festa pelo crescimento obtido do futebol, alavancado pela Copa do Mundo, o mercado mostrou descrer do futuro da companhia. As ações dela em bolsas europeias caíram mais uma vez e chegaram ao valor mais baixo desde janeiro de 2012.

O preço mais alto da ação da Adidas foi registrado em 22 de janeiro deste ano, quando cada papel valia € 92,92. Desde então a empresa entrou em uma desvalorização lenta, porém contínua, mesmo durante a Copa e as repetidas promessas do CEO, Herbert Hainer, de que o futebol faturaria € 2 bilhões em 2014 – objetivo que deverá ser cumprido.

A queda acentou nesta semana, quando a companhia alemã divulgou que as receitas cresceram somente 1,9% no primeiro semestre de 2014. Em 30 de julho, cada ação valia € 70,2. O anúncio foi feito no dia 1º de agosto, e então o preço despencou para € 58,35. Na última quinta, após detalhes sobre as finanças serem liberados, chegou a € 55,5.

O futebol de fato cresceu. As vendas cresceram 41% no segundo trimestre, em função da Copa. Foram 8 milhões de camisas vendidas, 14 milhões de Brazucas, todos recordes quando comparados a edições passadas. Mas o golfe, nos Estados Unidos, e a Rússia estão em crise. O mercado, mais interessado em dinheiro do que gols, desgostou do que viu.


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