Uma das mudanças mais significativas da relação dos clubes de futebol com o torcedor na última década foi a consolidação das redes sociais. Segundo o levantamento mais recente do Ibope Repucom, os 12 principais times do Brasil somam mais de 55 milhões de seguidores somente no Facebook, a mais popular rede do mercado brasileiro. Um quarto da população do país está diretamente ligado a uma voz oficial do seu time do coração. É muita gente!

Essa ligação gera uma série de vantagens para cada equipe. Com um canal direto, o clube consegue se promover facilmente, cria um canal de atendimento ao consumidor e ativa seus patrocinadores. No Brasil, são raríssimas as marcas que têm mais seguidores do que os principais times de futebol do mercado nacional.

Agora, em tempos de crise pela quarentena forçada para combater a contaminação do Covid-19, elas ganham o protagonismo. Nem em época de férias, quando as especulações de transferências de jogadores preenchem a mídia esportiva, há um vácuo tão grande no esporte. Não há jogos na TV e nos estádios, não há treino, não há notícia alguma. Mas os acordos comerciais permanecem válidos nos clubes.

Nesse cenário, que deve se manter por mais algumas semanas ou meses, o principal meio de permanecer em contato ativo com os torcedores será a internet.

Nos últimos dias, a maioria dos clubes já tem feito um bom uso dessa possibilidade, normalmente como uma ferramenta de serviço social para a prevenção do coronavírus. O destaque é o Bahia, com um vídeo com apelo sentimental.

O Fortaleza foi além e fez um desafio entre os torcedores para fazer montagens com a mascote do time.

E o Sport chegou até a fazer palavras cruzadas para entreter os seguidores.

Foto: Reprodução / Twitter (@sportrecife)

São medidas ainda simples, mas que se transformaram em uma maneira de se manter conectado ao torcedor neste primeiro momento de quarentena. Nos próximos dias, o desafio com o conteúdo será maior, e quem tiver uma equipe mais profissionalizada no comando da comunicação das entidades certamente se dará melhor.

Os clubes, como o esporte de maneira geral, perderão muito dinheiro na crise do coronavírus, e eles não poderão se dar ao luxo de ter um retorno de temporada morno. Agora, há uma ferramenta para tentar manter os ânimos dos torcedores aquecidos, além de garantir alguma entrega aos parceiros comerciais. Se a crise com o Covid-19 fosse há alguns anos, isso seria impensável, e o prejuízo seria ainda maior.


Notícia Coronavírus Covid-19 pandemia esporte quarentena internet redes sociais digital marketing patrocínio gestão comunicação mercado