Ao que tudo indica, não durou nem ao menos dois dias o projeto que a SportPromotion tinha para o Brasileirão. A notícia de que a Folha de S.Paulo sabia com antecedência a vitória da empresa na licitação da CBF para as placas de publicidade do Brasileirão fez o negócio começar a dar para trás antes mesmo de a agência ir para a segunda etapa do projeto, que era negociar clube a clube um acordo para ter mais do que as placas como propriedade comercial.

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Esqueçamos a acusação do jornal e a lambança que ocorre a partir de agora. O que mais espanta nessa história toda é que o caso evidencia, mais uma vez, a total incompetência do futebol brasileiro em atuar em bloco na busca de um negócio que seja vantajoso para todos. Se tem uma coisa que os dirigentes sabem fazer é como desperdiçar energia, tempo e dinheiro em coisas que não dão nenhum resultado!!!!!

Na última terça-feira (12), quando publicamos em primeira mão o resultado da concorrência da CBF, tivemos de gerenciar uma primeira crise entre a entidade e a agência. Um lado dizia que tinha direitos que iam além das placas publicitárias, enquanto o outro sustentava que a venda era só para a placa estática no gramado, o que não representa nada além do que entrega de mídia sem maior valor agregado à marca.

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O caso só exemplifica o quanto o futebol no Brasil anda para trás quando o assunto é dinheiro. Os clubes, em vez de se unirem e criarem um meio racional, justo e eficiente de vender as propriedades comerciais de um campeonato, querem brigar para saber quanto cada um está ganhando. No fim das contas, o saldo é negativo.

Pelo andar da carruagem, o Brasileirão começará em menos de dois meses sem ter uma empresa que negocie direitos de publicidade sobre o evento. Ficarão as marcas sem ter com quem dialogar e, os clubes, sem ter o que vender. Não tem como achar que alguém esteja ganhando dentro de uma situação como essa, não é mesmo?

A bagunça é tamanha que nem ao menos olhamos para o lado para perceber o quanto existe gente interessada em investir. Em menos de três meses com um trabalho unificado de comercialização de publicidade e direitos de transmissão da Libertadores, a Conmebol atraiu para si marcas como a Qatar Airways e a MasterCard.

Será que não existe o mesmo apetite para o mercado interno? Não seria tão mais simples ter uma empresa que vendesse o Brasileirão para as empresas e, a partir dela, o lucro seria dividido igualmente entre os participantes? Quando o futebol vai dar liga?


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