Os dois times em campo nesta quarta-feira, em disputa pelo título da Copa do Brasil, abriram mão da disputa por uma vaga para a Libertadores por meio do Campeonato Brasileiro. E isso é péssimo para todos os lados. O problema é que, por vezes, isso é uma necessidade, algo que expõe algumas mazelas do futebol.

A preocupação dos times, claro, é com a preservação dos atletas. Isso não seria necessário caso o calendário fosse mais bem organizado, com mais espaços entre as partidas. Caso a Copa do Brasil tivesse um intervalor maior entre os jogos, o prejuízo seria menor.

Desnecessária a ressalva sobre os Estaduais, que pouco atraem o público e tomam boa parte do calendário nacional. Até porque colocar o time reserva em uma determinada competição não é exclusividade do Brasil; não é incomum, por exemplo, ver o Barcelona tomar essa decisão para a Copa Del Rey.

No Brasil, por outro lado, o problema é ainda maior pelas carências de elenco. O próprio Palmeiras, que fez grandes investimentos neste ano, não conseguiu, com o time B, superar o Coritiba em sua casa. A equipe paranaense é uma das mais fracas da competição.

No fim das contas, todos sofrem. Os clubes, especificamente, perdem renda e ficam na dependência de um resultado positivo em um campeonato eliminatório, em que o imponderável ronda os gramados. Já o campeonato perde público e a força de alguns dos principais times.

A Copa do Brasil ganhou força nos últimos anos com o retorno dos participantes da Libertadores e com uma tabela que abrange toda a temporada. Mas a final deste ano deixa claro que a CBF ainda tem trabalho para manter seus dois principais produtos em paralelo. 


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